Receita mundial de semicondutores cresce 1,5% em 2016

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11:46 am - 07 de fevereiro de 2017

A receita mundial de semicondutores em 2016 foi de US$ 339,7 bilhões, aumento de 1,5% em relação ao faturamento de 2015 (US$ 334,8 bilhões), de acordo com resultados preliminares divulgados pelo Gartner.

A receita combinada dos 25 maiores fornecedores cresceu 7,9% em relação a 2015 e representou 75,9% do mercado. Com 15,9% de participação, a Intel mantém a liderança pelo 25º ano consecutivo e, na sequência, aparece a Samsung Eletronics, com 11,8%. A Broadcom obteve o melhor desempenho no top 25, subindo 11 posições até o quinto lugar após a aquisição da Broadcom Corporation pela Avago Technologies.

Adriana Blanco, analista sênior de pesquisas do Gartner, explica que, após um início de ano fraco, caracterizado pela queima de estoques, a segunda metade de 2016 foi impulsionada pela reposição de produtos e pelo aumento da demanda e dos preços. “No geral, a receita de semicondutores na segunda metade do ano foi muito mais forte do que na primeira, refletindo o fortalecimento do mercado de dispositivos de memória e o reabastecimento contínuo do estoque, bem como a criação de reservas para o iPhone 7 e a temporada de fim de ano”, pontua.

Já a receita wireless cresceu 9,6% e continuou a ser impulsionada pelos smartphones e pelo seu mercado de dispositivos de memória, que teve condições muito mais favoráveis do que esse setor em geral, em parte devido ao forte crescimento de conteúdo de bit e ao melhor desempenho de outras categorias de aparelhos, incluindo ASICs (do inglês, Application Specific Integrated Circuits, ou seja, Circuitos Integrados de Aplicação Específica) e sensores não-ópticos. “A receita de computadores, por sua vez, recuou 8,3%, mantendo-se levada pelo lento mercado de PCs e de tablets e pela orientação do segmento de equipamentos de memória.”

Em termos de fatores macroeconômicos, durante 2016, o euro ficou relativamente estável comparado ao dólar americano, enquanto o iene se fortaleceu significativamente. A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia em junho de 2016 não teve efeito expressivo no mercado mundial de semicondutores, embora a demanda por equipamentos na região tenha sido atingida por preços mais altos como resultado de um enfraquecimento da libra esterlina.

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