Surface RT e Surface Pro no Brasil? Ainda não

O tablet Microsoft Surface Pro chegará aos mercados norte-americano e canadense no próximo dia 9 de fevereiro, o que dá um espaçamento de aproximadamente três meses desde o Surface RT foi lançado, em outubro de 2012. A vinda dos modelos ao Brasil, mesmo que apenas um deles, entretanto, ainda é totalmente incerta. O diretor de competitividade da companhia no Brasil, Roberto Prado, afirmou na última terça-feira (29/01) ao IT Web, durante o lançamento do Office 365 Home Premium, que ainda não há qualquer perspectiva para a chegada do produto ao solo brasileiro.
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Mas qual o futuro dos produtos no mercado de uma forma geral? Como já escrevi por aqui em outras oportunidades, a Microsoft vendeu um milhão de tablets Surface RT no último trimestre de 2012 – especificamente o de festas. Pela estimativa de analistas, isso representa cerca de metade do que a companhia apostava para o período. Prado indicou que o resultado não foi visto como baixo pela fabricante, mas não chegou a afirmar que a expectativa de vendas estava na casa dos dois milhões citados por analistas norte-americanos. “Este é um produto novo, lançamos, a expectativa é sempre alta, somos uma empresa de grandes objetivos. O Pro traz mais uma opção. São usuários diferentes. Vamos ver a aceitação, mas estamos otimistas”, comentou.
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A diferença básica entre o Surface RT e o Surface Pro é a base de processador. No primeiro caso, a arquitetura ARM é voltada para garantir mais leveza e duração de bateria de dispositivos móveis, subentendendo-se que as aplicações usadas são menos parrudas e comem menos capacidade. O Pro, com arquitetura x86, é a transferência de um computador para o tablet: como a base de processamento é a mesma de um PC convencional, a integração de aplicações e drives é total.
Desta forma – e diante de comentários negativos sobre o Surface RT – pairou a questão no ar de uma possível descontinuidade do produto, no caso de o Surface Pro ter um melhor desempenho, exatamente pelo fato de garantir a compatibilidade dos drives e aplicações de computadores convencionais. “Não posso falar nada sobre isso porque não tenho informação. Temos um market share significativo, 92% das máquinas e PCs utilizam Windows no Brasil, segundo a FGV. Temos um compromisso com o legado que não podemos romper. Enquanto tivermos base instalada demanda para rodar no A e B, se no futuro vai convergir tudo, vai precisar de pesquisa desenvolvimento e até novos processadores. Posso criar novos ambientes, mas não posso esquecer meus clientes”, finalizou.
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