Corsair SSD: Force GT 240GB e Force 3 120GB

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11:10 am - 10 de outubro de 2011

Corsair recentemente anunciou novas capacidades para as séries Force 3 e Force GT, ambas com controlador SandForce SF-2281 com suporte ao padrão SATA 6G (SATA III) capaz de oferecer taxas acima de 500MB/s na leitura e escrita. A diferença entre eles está na memória NAND utilizada por cada SSD. No Force GT temos uma memória mais rápida do tipo síncrono, e no Force 3 temos uma memória um pouco mais lenta, mas ainda incrivelmente rápida e barata por ser do tipo assíncrona. No papel a velocidade do Force GT pode atingir 555MB/s na leitura e 525MB/s na escrita, enquanto o Force 3 pode atingir 550MB/s na leitura e 510MB/s na escrita. Uma diferença pequena, é verdade.

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Ambos os discos vieram em suas embalagens originais, incluindo um adaptador para baias de 3 ½  polegadas (ótima idéia, o outro SSD que eu tenho veio sem adaptador, e foi um custo arrumar um para montar no gabinete). O firmware original (1.3) foi logo atualizado pelo mais recente (1.3.2) em ambos os discos, e o modelo Force 3 de 120GB que recebi não é da série que foi alvo de Recall mundial (o modelo é o mesmo: CSSD-F120GB3-BK, mas a série do nosso inicia com #1128 enquanto as séries problemáticas são as anteriores a #1123 conforme consta no fórum de suporte da Corsair). A Corsair está trocando todas as versões defeituosas sem custo para o usuário, mas a imagem do produto ficou manchada. Basta entrar em um e-commerce qualquer e buscar pelos comentários, a maioria condena o Force 3 de 120GB pelo alto índice de produto com falhas. Uma pena, porque o produto é bom e o problema já foi corrigido.

Para conhecer detalhes e especificações de cada modelo, basta ir no site do fabricante e procurar pelo SSD Force Series 3 de 120GB (código CSSD-F120GB3-BK) e o SSD Force Series GT de 240GB (código CSSD-F240GBGT-BK). Há outras capacidades disponíveis, como versões de 60GB, 90GB, 120GB, 180GB, 240GB e 480GB para ambos os modelos e considerando o modelo de 120GB como “mínimo aceitável” para um desktop moderno com um segundo disco tradicional de alta capacidade para armazenamento de dados, o Force 3 ganha em preço:  235 dólares contra 275 dólares (preço sugerido no site da Corsair), mas se considerarmos os preços praticados na Newegg, a diferença é de apenas 10 dólares (194 para 204 dólares), o que coloca o Force GT em uma posição muito interessante.

Mas antes de falar dos SSD, vamos falar de algumas características dessa família de controladoras Sandforce. Em termos leigos, embora a capacidade real desses produtos seja 128GB e 256GB, um módulo de 8GB (ou 16GB no caso do modelo maior) é reservado para uso exclusivo da controladora para inúmeras tarefas. Por isso o Sistema Operacional só reconhece 120GB ou 240GB livres (antes de formatar, ou 111GB e 223GB depois de formatado em NTFS). Outra característica interessante é que essa controladora realiza uma compressão real time de dados sem perdas antes de realizar a escrita minimizando a quantidade de células usadas na escrita, embora esse “espaço não utilizado” obtido pela compressão seja invisível para o usuário. A vantagem dessa técnica é aumentar consideravelmente a longevidade do SSD, e combinado com o RAISE (Redundant Array of Independent Silicon Elements) utilizado pela Sandforce para complementar a proteção de dados (além do ECC tradicional já existente, o RAISE funciona, segundo a SandForce, como um RAID 5 entre chips, dentro do próprio SSD).  São essas técnicas e recursos que colocam todos os SSD equipados com as controladoras Sandforce no topo das listas de maior performance no mercado atual.

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Algumas dicas: SSD funcionam muito bem no Windows 7, que tem suporte a TRIM e ao modo AHCI de operação (entre na BIOS da placa e troque o modo IDE para AHCI antes de instalar o sistema operacional), em sistemas mais antigos é necessário instalar drivers específicos para cada controladora da placa mãe, e nem sempre o TRIM poderá ser ativado. Muita atenção com as placas mãe equipadas com SATA 6G (ou SATA III) através de uma controladora Marvel ligada a um canal PCI Express. Embora essa controladora efetivamente disponibilize o padrão SATA 6G, na prática ela se torna menos eficiente do que uma nativa Intel SATA2. Além disso, há um pequeno e raro bug que ocorre justamente quando se combina SSD movidos a Sandforce com controladoras Marvel SATA 6G. Difícil de reproduzir, mas já reportado por vários usuários.

Na falta de uma controladora SATA 6G “não Marvel”, só pude realizar os testes usando a controladora IDE nativa da Intel do chipset P55. Embora as taxas máximas possíveis não possam ser alcançadas em testes sintéticos, os pontos baseados nas médias obtidas pelo PC Mark Vantage não sofrem tanta influencia pela controladora ser SATA2, por isso, para efeito de comparação o teste é válido. Além do Force GT de 240GB e do Force 3 de 120GB, inclui no teste um A-DATA de 128GB de 2009 com controladora Indilinx, um dos bons representantes da geração anterior de SSD, usei também o OCZ/Memory One GT de 60GB, uma versão econômica especifica para o Brasil além de um HD tradicional de alta performance e um RAMDisk virtual para efeito de comparação. E como era esperado, a performance obtida seguiu o quadro abaixo, lembrando que foi usada uma controladora SATA2 nativa Intel (Chipset P55) já que a Marvel SATA3 oferece uma performance pior.

Corsair Force GT 240GB ? 38.876 Pontos

Corsair Force 3 120GB ? 37.327 Pontos

OCZ/ Memory One Interlagos GT (60GB) ? 24.895 Pontos

A-DATA 128GB (Indilinx) ? 16.965 Pontos

Western Digital 1TB Black ? 5.291 Pontos

RAMDisk (2GB) ? 367.460 Pontos (!!!)

Coloquei o RAMDisk (um disco virtual baseado em memória RAM) nessa lista porque o mencionei quando testei um kit de 16GB da GSkill. O RAMDisk é quase 10 vezes mais rápido do que o melhor SSD da lista, mas seu uso só se aplica em casos muito específicos que voltarei a comentar em breve. Notem que o Force 3 e o Force GT tem performances muito parecidas, bem acima do Interlagos GT (uma versão barata também equipada com o SandForce) e com mais do dobro da performance obtida por um SSD de alta performance da geração anterior. O salto é fantástico para apenas 2 anos. Em relação ao HDD mecânico, a surra é tão grande que acredito todos já esperavam por isso.

É inegável que os SSD representam um salto imenso de performance para quem está acostumado com os lentos HDDs mecânicos, mas eles ainda apresentam um custo por GB muito acima dos seus irmãos magnéticos. Por outro lado, combinar um SSD de 120GB com um HD de 2TB para dados menos acessados (filmes, musicas, documentos, etc) permite usufruir de um imenso ganho de performance na usabilidade do PC (ou notebook) sem abrir mão da grande capacidade dos discos magnéticos tradicionais (no caso do notebook, teria que ser um disco externo). O Force GT é mais sofisticado, mais rápido e mais caro, e apesar do Force 3 não fazer feio, a diferença de preços na prática é pequena por isso a recomendação é pelo Force GT mesmo. Não por acaso, um dos SSD mais premiados da atualidade.

O teste com o A-DATA baseado no Indilinx é válido para mostrar como esses pequenos discos de memória flash evoluíram nos últimos 2 anos. Quem foi um “early adopter” dos SSD quando esses se tornaram populares em 2009, já pode pensar seriamente em migrar para um disco de 2011. Quem ainda não tem um SSD, não sabe o que está perdendo…

Outra dica: A controladora SATA 6G integrada nos chipsets da Intel Series 6 (H67/P67/Z68) é a que melhor aproveita a performance desses novos SSD, e permite, através de seus drivers, operar com uma matriz de discos onde o SSD é reservado para o cache. Esse modelo de uso é considerado hoje como o melhor do mercado, pois combina a excepcional performance do SSD com a grande capacidade dos discos magnéticos em um único volume RAID, mas exige uma placa mãe mais cara e por se tratar de uma solução hibrida, é mais complexa de manter ou migrar…

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