Ciberguerra existe, só não foi formalizada, diz especialista

A guerra cibernética existe, sim, afirmou o vice-presidente da companhia de segurança BluePex, Ulisses Penteado. Em sua visão, ela apenas não foi formalizada. O pensamento do executivo é contrário ao dos especialistas que estiveram presente em um debate realizado pelo IT Web, na última semana.
Os participantes do debate José Milagre, sênior digital forensics examiner na LegalTECH; Luis Massoco, ex-presidente da Comissão de Direito na Sociedade da Informação da OAB/SP e professor de diversas instituições de ensino superior; Rony Vainzof, sócio do Opice Blum Advogados Associados; Victor Haikal, sócio do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados; e Emerson Alvarez Predolim, membro da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia, afirmaram que o que verificamos, hoje em dia, é o ativismo via web, na qual hackers se valem de seu conhecimento para protestar contra decisões de governo.
Porém, para Penteado, o desenvolvimento de vírus no Japão e o Stuxnet são a prova de que esse movimento já começou. “Nenhum país emitiu uma carta de guerra, mas ela já acontece. O Stuxnet é um exemplo. Ninguém assume a autoria, mas ele está aí”, explicou.
O Stuxnet teria sido um malware produzido pelos Estados Unidos, em parceria com Israel, para desativar as uninas nucleares do Irã, em 2010. A informação não foi confirmada. Houve, ainda, em 2008, Rússia e Geórgia em um embate virtual, por conta da independência da Ossétia do Sul.
Penteado aponta que a real ameaça nesse âmbito seria a China. “Vemos muita movimentação do exercito chinês, que adquire conhecimento rápido e tem muita gente para atacar em vários pontos. Quando o ataque é realizado em apenas um ponto, é fácil de contratar. Vários pontos, não”, encerrou.
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