Mercado Livre promete solução de mobile payment para 2012

A fatia de 3% no tráfego total diz pouco da importância que os dispositivos móveis têm para o Mercado Livre. Com foco total no conceito, aliado ao consumo social, por meio de redes como Facebook, a companhia anunciou que lançará, até o fim deste ano, ?uma solução interessante? de mobile payment. A informação foi passada por executivos da empresa em encontro com jornalistas realizado nesta quinta-feira (05/01) em São Paulo.
A entrada no mercado móvel veio no ano passado, quando foram criados aplicativos para iOS (iPhone), Android, Symbian (Nokia) e BBM (BlackBerry). A companhia contabiliza 1,1 milhão de downloads dos apps. E mesmo com a perspectiva de crescer o tráfego via esse tipo de dispositivo, isso não significa que os pagamentos serão feitos por meio de smartphones.
?O grande desafio hoje são sistemas de pagamentos robustos para execução via mobile. E certamente vamos ser um player neste mercado?, afirmou o vice-presidente de Operações da companhia, Stelleo Tolda. ?A autenticação via smartphone pode ser a maior complicação neste caso?, disse.
De acordo com o executivo, essa novidade seria uma evolução do sistema de pagamentos da companhia, o Mercado Pago, que realiza toda a operação de transações financeiras online. A solução seria disponibilizada, também, por meio da atualização dos aplicativos que a companhia possui hoje para smartphones. O sistema intermediou 9,6 milhões de transações nos primeiros nove meses de 2011, o que representa aumento de 123% sobre os 4,3 milhões do mesmo período de 2010. Sobre volume, a alta foi de 97%, passando de US$ 462 milhões para US$ 4,3 milhões no mesmo intervalo de tempo. ?Apesar do crescimento, metade das transações no Mercado Livre ainda não feitas diretamente entre as partes, sem passar pelo Mercado Pago. O potencial é enorme?, disse o executivo.
A ideia é que a plataforma seja utilizada em qualquer loja de comércio eletrônico. ?O e-commerce está acontecendo independente do Mercado Livre. Queremos crescer via oferta de serviços?, pontuou o executivo. ?Estamos bem posicionados no processo de mobile payment porque ninguém o usa ainda. Então é um excelente momento: ainda não está tarde demais?, adicionou, completando que cerca de 70% da receita da companhia vem de sua atividade originária: venda e compra de produtos. ?A receita será diversificada e isso é muito positivo?, pontuou.
Redes sociais
O social commerce, que é a transação com auxílio das redes sociais, também é foco da companhia, que promete atualizações em APIs para promover uma melhor interação entre os usuários, estimulando a compra a partir de indicação de amigos. ?Já temos a participação em redes sociais, como Facebook, mas queremos estimular mais isso?.
Isso ocorrerá, explicou, graças à abertura de sua plataforma de desenvolvimento, que contará com a participação de programadores autônomos. O volume de tráfego vindo de redes sociais, explicou, ainda é irrisório no total da companhia.
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