HP e webOS: “em vez de jogar no lixo, transforma em open source”

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5:39 pm - 13 de dezembro de 2011

Depois de  decidir interromper o desenvolvimento do webOS e, depois, de voltar atrás na postura, mantendo o sistema criado pela Palm, a HP anunciou na semana passada a abertura do código para a comunidade open source. Mas a ideia não é de todo positia a avaliação de Jomar Silva, blogueiro do IT Web especialista em tecnologias e membro ativo no mercado aberto de software. “Será que precisamos de mais fragmentação? É criada uma moda na indústria que, quando a empresa não quer mais o custo de desenvolver um sistema, em vez de jogar no lixo, o transforma em open source”,  criticou o especialista.

 

No início do ano, durante o Americas Partner Conference – encontro realizado nos Estados Unidos pela fabricante com sua rede de canais ao redor do continente americano – a vedete era o sistema operacional e o futuro integrado que ele trazia. A promessa, à época,  era aumentar a penetração do webOS, em especial no mercado corporativo. “O mundo atual foi definido pelo chip, com, no topo, o sistema operacional Windows [da Microsoft]. Esse mundo está morto”, garantira, então, o vice-presidente sênior e diretor-geral do Personal Systems Group (PSG) para Américas da companhia, Stephen DeWitt .

As declarações foram fortes e não indicavam em nada a decisão que estava por vir. “Dentro de pouco tempo, cada tela que teremos [produzida na HP] será sensível ao toque. Estamos levando esta tecnologia para tudo: computadores all-in-one e o próprio Touch Pad. É muito melhor em termos de usabilidade”, adicionara. De acordo com o executivo, neste novo cenário, o que valeria seriam as aplicações do usuário, e não os dispositivos. Com a integração do webOS, tudo o que a pessoa produzisse e tivesse em sua máquina estaria guardado na nuvem, podendo ser acessada de qualquer dispositivo: smartphone, um tablet ou um computador. “Todo o conteúdo será entregue a qualquer momento. A oportunidade é enorme”, dissera.

Contudo, a iniciativa não passou do pretérito mais que perfeito para o futuro do pretérito. Menos de um ano depois, a realidade do webOS é outra. E sua sobrevivência está em xeque.

“A questão é:  quem vai querer desenvolver o poduto? Hoje os desenvolvedores estão convergindo para o Android.  E todo mundo compra Android. Quem não faz, busca o iPhone. Não vejo ninguém desesperado para comprar um smartphone com Windows Phone, por exemplo. Qual será o mercado?”, questionou Silva, no presente mesmo.

 

De acordo com o especialista, de todo modo,  não é de todo impossível que a quebra do código faça com que o webOS ganhe força e resnasça com um forte apelo dentro do universo consumidor e desenvolvedor. “A decisão da HP mostra que o novo paradigma de desenvolvimento de software é open source. Empresas, sozinhas, não têm budget para manter a inovação e não podem assumir esse risco, que é grande. Só espero que caso o webOS morra de vez, a culpa não recaia sobre a comunidade open source. Uma coisa é abrir código. Outra coisa é abrir código depois que o sistema já está defasado e tratado como descarte”, finalizou.

 

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