Google vende Chromebooks sem assinatura

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1:03 pm - 26 de outubro de 2011

O Google afirmou na última semana que expande as opções de compra para o Chromebooks, seu notebook com base na rede que os parceiros da empresa Acer e Samsung, que começaram a ser vendidos por meio da Amazon, Best Buy e TigerDirect.com em junho.

A empresa vendia o Chromebooks apenas com serviço de assinatura, diretamente para empresas e organizações educacionais, como taxa inicial de US$ 28 por mês para empresas e US$ 20 por mês para escolas. A assinatura se estende por três anos, depois desse período, os clientes passam a possuir o dispositivo; após esse período também é possível renovar a assinatura e receber um novo hardware.

Mas o modelo de preços por assinatura não se encaixava para todos. O gerente de produto do Google, Glenn Wilson disse em uma postagem de blog que a empresa havia decidido expandir sua opções de compra para acomodar empresas que trabalham com ciclos de compras anuais.

“Para atender às necessidades desses clientes, além do modelo de preço de assinatura de três anos, hoje vamos apresentar uma alternativa de pagamento. Essa nova opção dá às escolas e empresas a escolha de pagar adiantado por Chromebooks com um ano de acesso ao console de gerenciamento administrativo com base na rede, suporte por telefone e cobertura de garantia de hardware”, ele escreveu.

Depois disso, os clientes têm a opção de pagar uma taxa mensal para suporte e acesso ao console de gerenciamento administrativo. Mas a cobertura de garantia de hardware é perdida.

Não se sabe ao certo se isso encorajará empresas e escolas a investir em Chromebooks. O Google não comenta as vendas do dispositivo desde o lançamento, em junho. A empresa por várias vezes se recusou a compartilhar esse número.

Esse não é um bom sinal. Geralmente, quando um produto tecnológico está vendendo bem, a empresa que dona do produto oferece um release à imprensa ou informa alguém sobre os números. Por exemplo: a Apple recentemente alardeou o fato de que quatro milhões de seus dispositivos iPhone 4S foram vendidos em apenas três dias.

As expectativas devem ser menores para um produto executando um sistema operacional sem base instalada que fornece poucas capacidades (juntamente com alguns problemas) e competindo com notebooks executando Linux, Mac OS ou Windows.

Entre os clientes que compraram o Chrome OS, Cedric Paine, diretor de tecnologia na Fessenden School, em West Newton, Massachusetts, estava entusiasmado com a abertura do Google em levar a computação pessoal para a nuvem.

“Realmente acredito que essa é a tecnologia mais promissora no momento para escolas”, afirmou durante entrevista telefônica.

Paine afirmou que o Chromebook é ideal para apps de rede, os quais ele espera que se tornem a forma de software mais escolhida. “Acredito que veremos mais apps HTML5 e esse será o padrão com o passar do tempo, em vez dos apps do iPad que estão atados a uma plataforma específica. Essa é aberta”.

A Fessenden School possui 55 Chromebooks entre os 325 dispositivos que dispõe para 480 estudantes e 160 funcionários.

Ele também disse que quando ouviu sobre a mudança de preço, questionou se poderia mudar seu plano de compra. Comprar Chromebooks de forma adiantada economizaria US$ 150 por dispositivo. O Google afirmou que não fornecerá aos clientes a opção de mudar os modelos de preço no momento.

Paine elogiou os aparelhos dizendo que eles são rápidos e iniciam rápido. “Possui um teclado, o que é realmente importante”. Ele também dispensou os tablets por acreditar que eles são “adequados para o consumo” e em uma escola, é necessário um “dispositivo adequado à produção”.

Sua reclamação sobre o aparelho tem a ver com a falha do Google Cloud Print, o serviço pelo qual os usuários do Chromebook  supostamente podem se conectar à impressoras em rede. Ele disse que algumas tentativas de impressão não funcionam porque o servidor de impressão em nuvem possui um erro. Mas adicionou que a impressão deixou de ser um problema agora que tudo é feito na nuvem – a Fessenden mudou para o Google Apps a cerca de dois anos.

Paine disse não ter conhecimento das vendas do aparelho. Afirmou que conhece algumas outras escolas que o usam.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

 

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