LinkedIn: Facebook não é uma ameaça

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3:36 pm - 21 de outubro de 2011

O cofundador e presidente executivo do LinkedIn, Reid Hoffman, respondeu ao desafio proposto pelas pelos profissionais conectados por meio do Facebook no Web 2.0 Summit, em São Francisco (Estados Unidos). Eles descrevem o LinkedIn como uma rede social antiga, cujo tempo passou.

Tanto o BranchOut quanto o Identified acreditam que os 850 milhões de membros do Facebook formam um terreno mais fértil para recrutamento e rede profissional, apesar de o LinkdedIn ter o foco mais objetivo neste tipo de conexões. Além disso, a idade do público é mais alta, com a média de 40 anos.

?Como alguém que efetivamente pode te arranjar um emprego?? Hoffman respondeu.

O outro lado da questão demográfica é que o banco de dados do LinkedIn contém mais talentos seniores. A pesquisa mais recente de mídia social da Neilsen mostrou que as pessoas com especializações têm três vezes mais probabilidade de usar o LinkedIn.

Questionado se há algo que o LinkedIn precise fazer para atrair um público mais jovem, Hoffman insistiu que a empresa tem ?público jovem?.

A entrevista também abordou seu papel como parceiro na iniciativa Partners Greylock e suas ideias sobre empresas de treinamento em tópicos como o desenvolvimento de equipes de dados científicos.

Ele abordou essa questão sobre a idade dos usuários do LinkedIn em parte porque havia sido pré-informado sobre o lançamento do serviço RecruiterConnect, da BranchOut, que foi anunciado na quinta-feira (20/10). A BranchOut alega ter clientes como a HP, Salesforce.com, Box, Levi?s e Target. A empresa oferece seu serviço para olheiros e redes profissionais na forma de um aplicativo dentro do Facebook. Os clientes do RecruiterConnect poderão explorar essa rede por meio de um aplicativo no site da companhia.

Identified, que lançou seu serviço em setembro, é implementado como um site independente que usa a integração do Facebook para conseguir a autorização dos usuários para explorarem suas redes sociais.

Um ponto que ambos os serviços levam em conta é que os jovens, que terminaram o colégio ou a faculdade, já estabeleceram sua identidade social no Facebook e podem não entender a necessidade de estabelecer uma conta no LinkedIn ? particularmente com a alternativa de um serviço social conectado ao Facebook. Eles acreditam que crescerão buscando acesso nesse mercado.

?Nunca houve uma plataforma com o comprometimento que há no Facebook?, afirmou Chris Merritt, gerente geral para empresas e vice-presidente de vendas da BranchOut. ?A comunidade de recrutamento nunca teve um maneira privada de formar redes no Facebook. A melhor rede é baseada em suas relações reais, não em uma pessoa que você conhece por cinco minutos em uma conferência, como no LinkedIn?.

Os usuários que autorizam o app BranchOut permitem que o serviço acesse seus amigos e amigos dos amigos, o que significa que seus empregadores ou recrutadores podem acessar a rede estendida de todos os trabalhadores que são membros do serviço, afirmou Merritt. Os usuários continuam tendo controle, decidindo quando vão ou não encaminhar o convite para seus contatos.

Em sua entrevista no Web 2.0 Summit, Hoffman afirmou que aprendeu muito conversando com o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg e observando o desenvolvimento da empresa.

?É claro que o Facebook é um produto maravilhoso que cresce cada vez mais. Mas não tenho tanta certeza que tudo seja social?, Hoffman acredita que o LinkekIn é uma forma diferente de serviço.

?Um dos desafios em ser visionários é tentar decidir se você é um visionário ou um louco. Há muitos conselhos conflituosos por aí a respeito de persistência e flexibilidade?. Em alguns momentos é necessário considerar se a ideia original precisa ser mudada ou se o interessante é se manter fiel. O desenvolvimento do LinkedIn segue bem fiel ao plano de negócios original, afirmou Hoffman.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

 

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