AMD demite executivos no Brasil e América Latina

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9:00 am - 18 de março de 2014

Tanto no Brasil quanto na América Latina, a AMD desligou alguns funcionários de seu corpo de colaboradores. Em comunicado enviado à CRN Brasil, a companhia informou que ?as recentes mudanças realizadas na corporação refletem a terceira e última etapa de transformação global da AMD, a qual está agora empenhada em endereçar oportunidades em novos mercados de alto crescimento?.

Um dos executivos que deixou a companhia no processo foi Roger Melo, ex-diretor de marketing da fabricante de chips no País. Em mensagem no LinkedIn, ele disse ter sido ?um prazer e desafio? atuar nos últimos dois anos e meio à frente do marketing da empresa. ?Tivemos grandes momentos e grandes vitórias?, escreveu. “Tenho certeza de que a semente que plantei do AMD FAN DAY será mais um grande sucesso no próximo mês de abril na Bienal do Ibirapuera.”

Outros seis profissionais, entre as áreas de vendas e marketing, foram demitidos pela fabricante no Brasil. O corte atingiu ainda a operação latino-americana da companhia. Os números da região, contudo, não foram revelados.

A empresa não informou como será o processo de preenchimento das vagas que ficam em aberto ou como irá direcionar as mudanças que pretende fazer em seu negócio na região, principalmente ao que tange às parcerias tecnológicas.

Mudanças

A palavra “transformação” tem sido empregada com muita frequência pelo CEO da companhia, Rory Read. No mercado de tecnologia nunca houve dúvida de que a líder em participação de mercado e vendas de processadores é a Intel, e que a AMD e Nvidia brigavam pela segunda colocação.

Mesmo com tecnologia similar e preço mais competitivo que o da concorrente, a AMD não conseguiu decolar como planejou no cada vez mais reduzido mercado de computadores – o que não é demérito, tendo em vista a mudança causada por smartphones e tablets no segmento de consumo pessoal de tecnologia. Porém, como é sabido, quando se trata de comoditização de um segmento, para o consumidor, às vezes, a diferença de preço não é suficiente para convencer sobre a aquisição de uma máquina.

Buscando uma saída que trouxesse a lucratividade novamente à fabricante, Read iniciou diálogos mais estreitos com fabricantes de consoles de jogos. O Xbox One, PlayStation4 e Wii U são exemplos de equipamentos que rodam os processadores da companhia. O mercado de games tem sido a válvula de escape para que a AMD volte a ser uma companhia lucrativa.

Em janeiro deste ano, quando anunciou os resultados do quarto trimestre de 2013, a empresa registou um lucro de US$ 89 milhões, ante o prejuízo de US$ 473 milhões no mesmo período de 2012. A receita, por sua vez, cresceu 38%, saltando de US$ 1,15 bilhão para US$ 1,59 bilhão.

De acordo com o informe de resultados, a receita do segmento de chip para computação contabilizou US$ 722 milhões, queda de 13% comparado aos US$ 829 milhões registrados no quarto trimestre de 2012, enquanto a do segmento de chip parta processamento gráfico foi de US$ 865 milhões, expressiva alta de 165%¨em relação a US$ 326 milhões, na mesma comparação.

Embora tenha sido o segundo resultado consecutivo de altas, a empresa ainda encerrou o ano com prejuízo de US$ 83 milhões, cifra 93% menor que a perda de US$ 1,18 bilhão registrada no ano anterior. Já a receita recuou 2%, caindo de US$ 5,42 bilhões para US$ 5,3 bilhões.

O CEO da companhia afirmou, à época, que em 2014 a companhia terá um ano inteiro de rentabilidade, focando em mercados que trazem maior crescimento para a fabricante.

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