13% dos PCs brasileiros ainda rodam Windows XP

Pode conferir no calendário: faltam cinco semanas (ou pouco mais de 30 dias) para o fim do suporte do Windows XP. O prazo se esgota e ainda há muito a ser feito. De acordo com estatística do StatCounter, de fevereiro de 2014, aproximadamente 13% dos PCs em uso no Brasil ainda rodam a versão do sistema operacional lançado há mais de uma década.
A Microsoft comunicou a data do fim do suporte à versão do SO em julho de 2012. Na época, o sistema estava presente em pouco mais de 30% dos computadores em atividade no País. Ao longo desses dois anos, a fabricante vem reforçando o discurso para que os parceiros ajudem seus clientes a fazerem a migração para uma versão mais atualizada da ferramenta.
A companhia cita três grandes problemas de rodar em uma plataforma sistêmica antiga: maior custo de manutenção com menor produtividade, exposição a riscos de um sistema desatualizado e sem suporte e ausência de aplicativos atualizados disponíveis.
O processo de atualização segue um fluxo gradual. Aos poucos, a linha que mede a base instalada de Windows 8 no Brasil encosta na que indica os que ainda utilizam o XP. Atualmente, a versão mais atual do sistema operacional da Microsoft chegou a 12% dos computadores (bem longe dos mais de 63% que rodam Windows 7).
Desconsiderando os que optaram pela plataforma de outro fabricante, a empresa percebe o mercado oscilar entre os que não ouviram a mensagem; os que ouviram, entenderam e já migraram; e aqueles que aguardam a obsolescência de seu parque de máquinas para, na atualização do hardware, aposentarem os computadores que ainda rodam o XP.
Uma migração acelerada não ocorreu. ?Vimos que a sensibilidade está na intenção das pessoas chegarem ao limite do hardware. A curva vem se movendo de forma gradativa e vai chegar um determinado momento em que ela atingirá o grau zero?, avalia Luis Banhara, diretor de vendas e alianças da Microsoft Brasil.
A sensação é que o processo seguirá gradativo. A aceleração, talvez, venha ao longo dos próximos 18 meses, quando as primeiras vulnerabilidades de rodar em um versão desatualizada causarem os primeiros estragos.
Na ocasião do anúncio do fim do suporte a Microsoft estimava que migração para versões mais atuais de seus sistemas operacionais traria oportunidades de US$ 12 bilhões aos parceiros. A percepção é que o processos de migração sistêmica vêm representando fontes interessantes de novos negócios aos parceiros.
?Já temos falando sobre o fim do suporte há bastante tempo?, enfatiza o executivo. Nessa toada a empresa trabalhou para que os parceiros consigam vender os benefícios atrelados a um sistema operacional mais atual. ?O canal entendeu isso?, comenta, contextualizando que algumas revendas vem trabalhando a questão e conseguiram destaque nesse processo.
Banhara acrescenta: ?A chave é a automação da migração e é aí que o canal faz dinheiro?. Alguns produtos e técnicas permitem fazer migração sistêmica de forma eficiente trabalhando com o mínimo esforço de recursos humanos do time da revenda. Além disso, há uma orientação bastante clara. ?O parceiro está orientado que a melhor forma de aquisição de um novo SO é pré-instalado na máquina?.
A maneira como as revendas articulam os projetos, revela o diretor, vai em duas linhas: as vulnerabilidades que fazem parte de um sistema operacional sem suporte e que podem colocar em risco uma empresa (segurança) e as oportunidades trazidas por um sistema mais moderno para utilização de novos conceitos tecnológicos (leia-se cloud, mobilidade, social, etc).
?O XP foi lançado em 2001, o que soa para gente bastante distante. Não havia muita coisa que hoje são imperativos à tecnologia?, comenta. Há de se considerar que sistema foi desenvolvido antes disso, no final dos anos 90, e não poderia estar adequado para demandas atuais, especialmente em quesitos como consumerização e mobilidade.
Além da atualização do sistema em si, há toda uma preparação da base sistêmica para que aplicações desenvolvidas para o XP rodem bem em versões mais recentes de sistemas operacionais.
?A mensagem básica é compreender quais são as novas aplicações demandas e como isso, junto com um sistema mais moderno, pode trazer ganhos de produtividade aos clientes?, afirma Banhara, acrescentando que o custo para manter um sistema operacional sem suporte é maior do que sua atualização.
Desde o lançamento do SO o mercado vivenciou um processo de barateamento e miniaturização de hardware, aceleração de software e entrega de sistemas através da web, isso sem contar nas transformações na frente dos usuários de TI. A versão do sistema operacional ainda é usada em quase 21 por cento de todos os computadores do mundo.
O fim do suporte será no dia 8 de abril. Mas a Microsoft não acredita que a migração seja diferente do que ocorreu em outras situações. ?O que queremos, realmente, é que os clientes internalizem o desafio que tem pela frente e se mexam. E que o canal possa apoiar esse processo?, conclui.
