Zebra se arma para competir no mercado de IoT

A Zebra Technologies não quer ser um azarão no mercado de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). A fabricante se arma para conquistar uma fatia desse promissor segmento que, aos poucos, ganha formas. Há alguns dias, revelou que desembolsará US$ 3,45 bilhões na aquisição da divisão corporativa da Motorola.
O movimento alinha-se a essa estratégia. De um lado, entram tecnologias de códigos de barra, impressão, rastreamento de ativos, sensoriamento de movimento e localização; de outro, vem a possibilidade de combinar isso com ferramentas orientadas a um mundo mais móvel.
“Essa aquisição vai transformar a Zebra em uma provedora importante de soluções que proporcionam inteligência e percepções maiores dos negócios de nossos clientes e cadeias de valor mais amplas”, declarava a companhia, na ocasião do anúncio da compra, citando inovações em produtos e maior comprometimento com soluções de mercado.
Unir as duas companhias traz uma tremenda oportunidade, vislumbra Rick Parrott, gerente geral da Zebra para a América Latina, que adiciona: ?Muitos falam que as empresas nasceram para atuarem em conjunto?.
O fato é que internet das coisas assumiu o status de uma nova onda. Ao que tudo indica, virá de forma arrasadora, transformando processos, empresas, indústrias. Os fabricantes de tecnologia tentam ocupar algum espaço para surfar um tsunami. Há uma orientação explicita de players como IBM e Cisco nesse sentido.
No caso da transação Zebra-Motorola, a oportunidade se endereça a união das ferramentas para criar soluções de gestão de ativos e rotinas que ajudem organizações a tomarem decisões mais inteligentes.
?IoT é uma grande tendência que está vindo e, nesse momento, estamos apenas vendo a superfície disso?, comenta Parrott, citando alguns exemplos do dia a dia que começam a serem vistos mundo a fora. ?A conectividade entre dispositivos chegará de maneira mais intensa a partir de agora?, projeta.
Um ganho paralelo reside na expansão significativa das companhias, que atingem, maior amplitude geográfico. A estimativa é que a combinação desencadeie um ecossistema composto por cerca de 20 mil canais espalhados por mais de 100 países.
A ideia reside em uma oferta mais integrada de soluções fim-a-fim. ?Sei do enorme potencial para os nossos parceiros. Muitos já trabalham com as duas marcas e a combinação potencializa essa atuação dos canais?, comenta o executivo, animado, vislumbrando a possibilidade de escalar e massificar a penetração da marca no mercado.
