Yakult prepara projeto em mobilidade para melhorar desempenho logístico e de vendas

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4:11 pm - 23 de agosto de 2012

Com 50% das vendas provenientes do sistema porta a porta, a Yakult estuda utilizar dispositivos móveis para apoiar as mudanças em seu sistema de distribuição. ?Hoje, a revendedora retira o produto na filial mais próxima da sua casa. Queremos inverter o fluxo, para que um transportador deixe os produtos na casa dela. Assim, conseguimos garantir a entrega, independente do clima ou de alguma outra dificuldade que ela tenha para chegar ao centro de distribuição?, conta o CIO, Renato Cezar Pinto, no Intercâmbio de Ideias ?Mobilidade: Agilizando a tomada de decisão a qualquer hora e em qualquer lugar?, durante o IT Forum+ 2012.

Hoje, no Brasil, a Yakult conta com três fábricas ? uma em São Bernardo do Campo (SP), uma em Lorena (SP), e uma em Lages (SC), 288 filiais de vendas, 40 representações e 2,4 mil funcionários, sendo dois mil na força de vendas. Com a adoção de mobilidade e a mudança no sistema logístico, a expectativa é reduzir as filiais de vendas para apenas 80.

O executivo enumera como vantagens esperadas com o uso de dispositivos móveis: levar o posto de atendimento à casa da revendedora, controlar as atividades do assistente de vendas, acelerar processos e aumentar as vendas. ?Entre as funções da aplicação estão: fazer o pedido, fazer venda pronta entrega, administrar a situação de cobrança e registrar as informações da operação, como tempo de atendimento, localização por GPS, controle de quilometragem, etc..?

A TI da Yakult estipulou um período de testes de seis meses para analisar qual dispositivo melhor se adapta à função (smartphones, tablets, coletores de dados, etc.), avaliar o pacote de dados a ser contratado junto às operadoras, se utilizará impressoras móveis para questões como registro de pedidos e nota fiscal eletrônica e como abordar questões relacionadas à segurança e problemas trabalhistas.

?Estes são dois grandes desafios. Em segurança, nos preocupamos mais com a segurança do funcionário, que fica exposto a assaltos por causa do tablet. Para isso, adotamos o rastreamento do dispositivo. Em relação à legislação trabalhista, como o vendedor vai ficar com o equipamento, precisaremos nos certificar que o tablet será utilizado somente para as aplicações corporativas ? e, para isso, já contamos com o bloqueio da própria operadora, para que o dispositivo se comunique apenas com nosso IP, por meio de uma VPN fechada, e também criamos restrições de horários, para bloquear o acesso fora da jornada de trabalho.?

Da administração para a operação

O conceito de mobilidade tem sido adotado em diversas atividades da economia, tanto para controle administrativo como para apoio na área operacional.

No Hospital e Maternidade Cristóvão da Gama, no ABC paulista, a maneira encontrada para levar a informação à beira do leito foi instalar notebooks em carrinhos, para que médicos e corpo de enfermagem possam alimentar o prontuário eletrônico onde estiverem. ?Com os carrinhos, conseguimos prover condições para poder cobrar a alimentação do sistema. Outros dispositivos, como tablets e smartphones, passam por homologação para entrar em nossa rede privada?, conta o CIO João Gregório Penido Filho.

Na Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em São Paulo, já estão em uso 1.245 coletores de dados, com três aplicações: talonário eletrônico, Boletim de Ocorrência e Zona Azul. Os aplicativos foram desenvolvidos internamente e os dispositivos são georreferenciados, como conta o CIO Carlos Alberto Santos Almeida. ?O sistema funciona bem e é visto como uma ferramenta de trabalho. No fim do turno, o funcionário devolve o equipamento, então, nosso risco trabalhista é menor. Nossa maior preocupação é com assaltos, por isso, temos tomado muito cuidado para evitar a entrada de terceiros dentro do sistema?, conclui.

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