webOS: 5 dicas para a HP desbancar o Android na comunidade de desenvolvedores

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6:32 pm - 13 de dezembro de 2011

A HP tem uma difícil tarefa em conquistar a comunidade open source para emplacar o webOS. Após decidir, na semana passada, abrir a plataforma para criação coletiva de desenvolvedores, sofreu algumas críticas nos bastidores por ter esperado o sistema ficar defasado para, então, deixá-lo sob força do poder criativo coletivo.

?Não é só por que é open source que vai dar certo?, alertou Gabriel Brigidi, gerente de Produtos da Human Mobile, empresa integradora de SMS corporativo. Em entrevista ao IT Web, Brigidi elencou cinco pontos nos quais a HP poderia amparar sua estratégia para conseguir fazer frente no mercado e brigar de igual para igual com o Android, a plataforma open source mais consolidada atualmente.

O desenvolvimento de aplicativos virou um negócio. Não há motivo para programadores apostarem tempo e recursos em uma plataforma se não houver usuários em número suficiente para comprar seus aplicativos e garantir o retorno de seu trabalho. Por outro lado, não há um número grande de usuários se não houver apps interessantes que chamem a atenção. Como, então, resolver a equação?

Por sua vez, o mercado de plataformas móveis está, de certa forma, consolidado em três players: Android, do Google, com a maior fatia dele (52,5% no acumulado do terceiro trimestre, segundo o Gartner); iPhone (15%, pela mesma pesquisa) e BlackBerry (11%).  Symbian, com 16%, fica em segundo lugar com uma luz amarela, já que depois de a Nokia passar seu desenvolvimento para a Accenture, seu apelo é incerto. O Windows Phone, por sua vez, apesar de ainda não possuir participação expressiva no meio, tem características competitivas, especialmente, por conta de sua parceria com a Nokia.

Com base teórica e números, vamos às dicas:

  1. Investimentos e força motriz: não é só de ambiente aberto que vive um sistema operacional. Desta forma, uma estratégia é seguir os passos do Google e fortalecer a área de investimentos em marketing e parcerias com outras fabricantes. ?Para uma plataforma ganhar força, precisa de alguém por trás negociado contratos e parcerias, com visão de mapa de ação, não apenas de projeto técnico?, explicou. Lançar produtos em parcerias com fabricantes, como o próprio Google faz, é uma saída inteligente. A parceria com outros fabricantes poderia, inclusive, facilitar o intercâmbio de tecnologias e deixar os produtos da HP ? cuja estratégia de serem todos touchscreen faz os olhos de seus clientes brilharem ? mais competitivos.
  2. Open meio close:  de um lado, temos um Android completamente customizável, o que permite a criação de um sem-número de versões do sistema. Cada companhia que utiliza a base em seus projetos, se vale de versões próprias, dificultando o trabalho de desenvolvedores em modos ?empacotados?. O iOS, da Apple, por outro lado, segue um rígido padrão, tonando-se fácil na gestão dos aplicativos, porém nem tão maleável para desenvolvimentos que demandem um alto grau de especificidade.  Na avaliação do especialista, o ideal, de ambos os exemplos, seria se valer de um meio termo entre os dois extremos.  ?No open source sozinho fica mais difícil esse tipo de controle. Precisa de uma entidade, uma empresa, que controle isso?, avaliou.
  3. Privacidade:  algo que o Android deixou a desejar durante sua trajetória foi o cuidado com a privacidade do usuário, especialmente no que diz respeito a geolocalização e dados pessoais.  Desta forma, uma saída para o webOS seria um cuidado forte com esse tema, se valendo de experiências  de concorrentes para não seguir os mesmos erros.
  4. Segurança: mais famoso e mais atacado. O sistema operacional do Google é alvo principal do cibercrime quando se fala de mobilidade. De acordo com pesquisa da Eset,   s celulares serão um dos dispositivos mais atacados pelos cibercriminosos, principalmente, no caso dos aparelhos que utilizam o sistema operacional Android. Só no último semestre de 2011, foram detectadas 70% das 41 variantes de códigos maliciosos para o Android. ?Garantir que o desenvolvedor produza um software de qualidade, mesmo que onere um pouco o processo de programação, protege o usuário e traz menos desconfiança?, lembrou o especialista.
  5. Visão orientada a negócios:  segundo Brigidi, o mercado de desenvolvimento está muito voltado para entretenimento e diversão. O que falta para o programador autônomo é conhecimento específico para produzir apps que sejam relevantes para o mercado corporativo, garantindo diferenciação e apelo. É exatamente neste ponto que o webOS pode se diferenciar: atender um nicho corporativo. Para isso, a HP deve acompanhar de perto sua comunidade de desenvolvedores, orientando a produção de apps a negócios e acompanhando o desenvolvimento de suas ofertas.

Possuir um modelo de negócios com divisão de receitas competitiva com os desenvolvedores não entra na lista porque não é diferencial, é o mínimo. Afinal, não estamos mais no início dos anos 2000, não é mesmo?

 

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