Voar na nuvem

A eficiência de usar a tecnologia qualquer hora, em qualquer lugar tem superado as desconfianças em relação à segurança

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7:33 am - 26 de fevereiro de 2014

Você pode não
acreditar, mas na verdade, estou finalizando esse artigo enquanto faço um voo
transatlântico. Não tive tempo de trabalhar nele antes de viajar e, se
fosse em uma era passada, teria que dispensar essa incrível oportunidade e
escrevê-lo. Agora não mais. 

Assim que tive acesso à conexão do voo, que saiu do aeroporto de Frankfurt, me conectei a um WiFi para usar o Google docs onde meu editor, lá em Budapeste, começou a revisá-lo. Quando enfim, cheguei ao meu destino final, em Barcelona, vi
quais foram as revisões que minha equipe fez. Tudo isso no mesmo documento.

Felizmente,
graças à nuvem, esse artigo foi publicado. Essa é a vantagem real de um mundo
conectado em nuvem. Pense em como eu teria feito isso antes dessa tecnologia.
No mínimo, teria sido muito mais difícil, teria tomado muito mais tempo e
envolvido ainda mais pessoas.

Essa confiança,
porém, não veio facilmente. Há três anos, quando entrei na Prezi, estava
desconfiado – não pelo desafio de trabalhar com um software de apresentação,
mas sobre o uso de aplicativos baseados na nuvem.

E não era só eu. De acordo com o estudo Global Consumer F-Secure, 63% dos entrevistados se preocupam com os provedores e a tecnologia de armazenamento na nuvem. Já um estudo
da Gartner revela que 80% dos CIOs que contratam serviços em nuvem continuam
a se sentir inseguros sobre os serviços de segurança de dados.

Passei toda a
minha carreira usando aplicativos de desktop e não imaginava abandonar a
tradicional segurança de um disco rígido. Porém, todos os funcionários da Prezi usavam a nuvem para tudo.

Apesar de
acreditar na inovação e admitir que todos os aplicativos baseados em nuvem
pareciam mais fáceis de aprender, o que me incomodava era o seu acesso
irrestrito. Qualquer hacker  poderia chegar aos meus docs. Então, levou
algum tempo para que eu pudesse confiar nisso.

A mudança veio
quando meu computador foi roubado. Entrei em pânico, até que percebi que todos
os meus documentos, meu e-mail com arquivos enviados e tudo o que eu precisava para trabalhar havia ficado seguro na nuvem.

No dia seguinte
eu já estava ‘na ativa’. Em outros tempos, comprar um computador novo
significaria passar uma semana instalando tudo novamente em meu disco rígido.

Agora sou
totalmente adepto da nuvem, gosto da eficiência de usar a qualquer hora, em
qualquer lugar e não sou mais atormentado pela insegurança. E não quer dizer
que a nuvem é tão segura quanto um disco rígido, só que há uma troca de segurança. Percebi que os dados dentro de seu PC são como dinheiro no colchão; Mais
seguro de algumas maneiras, muito menos em outras.

Atenta a esse
cenário, as empresas estão passando a confiar mais na segurança dos dados na
nuvem. De acordo com um estudo realizado em 2012 pela Economist Intelligence
Unit, o número de organizações que usam computação em nuvem irá mais que dobrar
até 2015. Segundo a IBM Institute for Bussines Value, o número de organizações
utilizando o serviço passará de atuais 13% para 41% em três anos, um forte
aumento de 215%.

Como mencionei no
início, esse texto é apenas um pequeno exemplo. Há muito, muito mais. Aliás,
preciso criar uma apresentação de Prezi para uma reunião diretores em dois dias
e meu CEO ainda precisa aprová-la. Se eu me preocupo com isso? Nem um pouco.
Não com a nuvem.


(*) Drew
Banks é Head internacional de marketing do Prezi, a ferramenta de apresentação
em nuvem que já agrega 29 milhões de usuários em todo o mundo, sendo mais de 1
milhão apenas no Brasil. Todos conectados na nuvem

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