Virtualização, IoT e visibilidade de tráfego devem moldar investimentos em cibersegurança
Mercado latino-americano vai crescer 17,6% por ano até 2020. Brasil responderá por mais da metade dos investimentos das organizações nos próximos cinco anos

À medida que mercados emergentes se expandem, segurança torna-se um
dos principais focos para as equipes de TI que precisam garantir que as
inovações não afetem negativamente a proteção da rede. Propriedade
intelectual e outros dados valiosos requerem proteções de todos os tipos
contra ataques cibernéticos em ascenção como malware, phishing e
ameaças persistentes avançadas. Esta realidade impacta as tendências de
investimentos de TI no Brasil, México, Chile, Colômbia e outras das
principais economias sul-americanas nos próximos cinco anos.
A
companhia de pesquisas MicroMarket Monitor prevê que o mercado de
cibersegurança na América Latina crescerá 17,6% a cada ano até 2019,
atingindo US$ 11,91 bilhões, sendo US$ 7,29 bilhões somente no Brasil.
Isso representa 7,65% do mercado global – hoje este percentual é de
5,18%.
O
segmento financeiro é um dos mais afetados pelos esforços dos
cibercriminosos visto que está sob constante ataque. Mais da metade das
instituições do setor na América Latina têm detectado algum tipo de
violação nos últimos 12 meses, de acordo com uma recente pesquisa da
Deloitte.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou que o
cibercrime representa 95% das perdas sofridas pelos bancos do país. É
nessas condições que vamos ver os gastos com segurança aumentarem nos
próximos cinco anos.
Considero que há seis principais tendências que vão
impactar esta realidade e direcionar os investimentos:
1.
A contínua adoção de virtualização irá criar mais pontos cegos de rede e
isso ampliará a necessidade de visibilidade e segurança de tráfego a
partir dos fluxos dde informação em ambientes virtualizados.
2.
Impulsionadas em grande parte pelo aumento de falhas de rede,
arquiteturas de segurança ganharão maior complexidade com um número de
novas tecnologias que exigem acesso ao tráfego de rede para detectar de
forma cada vez mais perspecaz ameaças persistentes avançadas.
3.
A Internet das coisas (IoT) redesenhará as prioridades e vai impor
ainda mais desafios para a proteção de sistemas e dados. Isso porque a
ascenção da IoT significa mais dispositivos de diferentes tipos
conectados à Internet que podem se tornar alvos de cibercriminosos e
representam brechas para violação de redes e dados valiosos.
4.
A atualização das redes e data centers com foco na virtualização e em
maior segurança conduzirão à colaboração entre equipes de segurança,
operações de TI e operações de rede. Esta aproximação resultará em
abordagens mais unificadas para a implementação da segurança de rede,
bem como administração de todos os ativos. O trabalho em conjunto será
muito mais valorizado.
5.
O tráfego SSL em redes corporativas continuará a aumentar à medida
que cresce o uso de criptografia SSL por cibercriminosos que querem
esconder suas atividades e atuação dentro de redes invadidas. O monitoramento constante de tráfego SSL se tornará parte muito importante de uma estratégia de defesa de rede.
6.
A melhor notícia é que a quantidade de violações de dados
bem-sucedidas, ano a ano, diminuirá, como fruto de esforços e
investimentos de cada vez mais organizações para eliminar ameaças
especificamente dentro das redes, implantando recursos de Analytics em
favor da segurança.
(*) Marcelo Maldi é o country manager da Gigamon
