Virtualização de aplicações: você ainda vai adotar

A virtualização de servidores está na moda mas é a virtualização de aplicações que pode fornecer benefícios mais significativos para o negócio no longo prazo.

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8:42 am - 12 de setembro de 2011

A virtualização dos servidores recebe a maior parte da glória, mas é a virtualização de aplicativos que pode vir a ter um impacto mais significativo sobre as arquiteturas de TI da empresa, apoiando novos modos de negócio, facilitando o caminho para uma estrutura orientada a serviços alinhada com a nuvem.

A virtualização de aplicações é uma questão de tempo. Muitas equipes de TI passarão a usá-la, de uma forma ou de outra. Na forma de serviços desktop, a virtualização de aplicativos é empregada na maioria das grandes organizações para apoiar escritórios remotos. Ao nível da aplicação individual, a virtualização é usada para evitar problemas de compatibilidade na instalação de novos aplicativos através de uma rede ampla de usuários.

Ultimamente, a migração em curso para o Windows 7 tem estimulado o uso de ferramentas de virtualização de aplicativos para garantir que aqueles mais antigos sejam executados no novo sistema operacional.

A virtualização de aplicativos também está sendo usada para preparar a adoção de uma infraestrutura de desktop virtual (VDI). E apesar do ceticismo inicial, a virtualização está se movendo para as aplicações-os mais críticas, que as organizações dependem para administrar seus negócios, como ERP e banco de dados.

Agilidade e flexibilidade

A virtualização de aplicativos em si pode ter vários significados. É por isso que alguns especialistas dizem que a virtualização de aplicativos é mais bem tratada de acordo com o problema que você está tentando resolver. “É uma conversa de negócios mais do que apenas uma conversa de tecnologia”, diz Kevin Strohmeyer, gerente de produto sênior da Citrix, que comercializa serviços de virtualização de aplicativos.

A virtualização de aplicativos de negócios oferece vantagens em termos de agilidade e flexibilidade. Por exemplo, a virtualização de aplicativo pode ser uma estratégia efetiva para a redução de custos para a criação de um escritório temporário ou um projeto temporário. Devido à capacidade da virtualização para conter e controlar as interações com o sistema operacional, um aplicativo virtualizado deixa para trás muitos poucos detritos digitais. Isso permite que um servidor comprado para um projeto seja realocado em outro de forma muito mais rápida e eficiente quando o projeto inicial estiver concluído.

Windows 7, o catalisador

Hoje, o maior impulso para o emprego de virtualização de aplicativos é a migração forçada para o Windows 7. Mesmo as organizações que evitaram a atualização para o Windows Vista estão se movendo para o Windows 7, e como seria de esperar, enfrentam problemas de compatibilidade com seus aplicativos.

A Intuit, por exemplo, precisa manter a execução de versões mais antigas do seus softwares para apoiar os clientes que continuam usando essas versões mais antigas. A demanda por suporte era relativamente pequena, segundo Michael Caouette, engenheiro sênior da Inteuit, pelo menos até a chegada do Windows 7. “Acabamos com um monte de problemas de compatibilidade de aplicativos”, diz ele.

Seu grupo utiliza a tecnologia de virtualização de aplicativos da Microsoft, a App-V, bem como a da InstallFree, para virtualizar cerca de 30 aplicações até agora, incluindo aplicativos baseados em IE6, Adobe Acrobat Reader, Firefox e Quickbooks. A virtualização ajuda a resolver os problemas de compatibilidade de aplicativos e auxilia no processo de instalação”, diz Caouette.

Superando limites

Há cenários que não se prestam a virtualização de aplicativos. Por exemplo, ela pode ser difícil de usar, se não impossível, para virtualizar os aplicativos que interagem de forma significativa com o sistema operacional no nível do kernel. Do ponto de vista menos técnico, se uma organização padroniza em toda a empresa uma versão específica de um conjunto de aplicativos ou aplicação, provavelmente faz sentido executar esse software nativamente.

Um dos cenários limitados,é o uso da virtualização para aplicações de “missão crítica” baseadas em servidor. A sabedoria convencional alerta para muitos desafios de arquitetura e muitos “pegadinhas” de segurança para tornar a virtualização de aplicativos de servidor viável.

Mas isso está mudando. A Microsoft já está testando uma versão de sua tecnologia de virtualização de aplicativos para aplicativos de servidor, conhecida como Servidor App-V. E pelo menos fornecedor independente, a AppZero, está divulgando sua tecnologia de virtualização de aplicações de servidor que rodam em ampla variedade de sistemas operacionais.

A Servidor App-V será parte de uma nova versão do console de gerenciamento Microsoft System Center, e se destina ao uso conjunto com o Azure. Já a tecnologia de virtualização da AppZero permite que as aplicações migrem para várias plataformas de servidor, possibilitando mover aplicativos legados para ambientes atualizados.

Greg O’Connor, CEO e presidente da AppZero, diz que tem dois tipos de clientes: aplicativos de servidor para a plataforma Windows sem a ajuda da Microsoft; e usuários finais que procuram migrar aplicativos baseados em servidor crítico para serviços gerenciados e na nuvem.

“Nós podemos fazer isso assim como você pode pegar um banco de dados Oracle e movê-lo a partir do seu data center para o armazenamento em nuvem da Amazon “, diz O’Connor.

O oposto também é verdadeiro, diz O’Connor. Aplicativos de servidor virtualizados podem ser movidos de volta para o data center de uma organização de dados com relativa facilidade, mitigando o risco de “vendor lock-in” para um determinado provedor de serviços em nuvem.

O imperativo móvel

O desktop virtual não é a mesma coisa que a aplicação virtualizada, mas eles se complementam. O desktop virtual é uma “imagem” do que o usuário quer e / ou necessita de um PC, laptop ou thin client (sistema operacional, aplicativos, perfil de usuário, etc), oferecida através da rede de um servidor remoto. A NSK Corp, revenda global de auto peças, empregou a tecnologia de virtualização de aplicativos InstallFree para apoiar as suas aplicações baseadas em IE6 quando começou a sua mudança para o Windows 7, diz Todd Warner, supervisor de rede. Agora ele está usando a tecnologia para tornar o apoio ao PC mais fácil para toda a organização. Os usuários podem instalar seus aplicativos automaticamente a partir de um portal de auto-atendimento, que “reduz as requisições para TI”, diz ele.

Warner está considerando a virtualização de aplicações em conexão com VDI. A NSK decidiu também virtualizar desktops para os desenvolvedores, segundo ele, usando a tecnologia VMware View, da VMware. Ao virtualizar aplicações para os desenvolvedores, os desktops virtuais podem ser atualizados “automaticamente”, em toda a organização, diz Warner.

Ele também está “brincando” com a [virtualização de aplicativos] para tablets Galaxy, iPad 2 e Zoom. “Temos um monte de executivos que querem usar tablets”, diz ele.

A virtualização de aplicações destinadas a dispositivos móveis é o próximo passo. Os fornecedores estão começando a oferecer ferramentas para desenvolver aplicativos virtuais que rodam em smartphones e outros dispositivos móveis. Por exemplo, o VMware Virtualization Platform já tem uma versão móvel projetada para permitir aos desenvolvedores a criação de aplicativos móveis para vários ambientes e o uso de vários perfis em um único dispositivo.

Um mundo virtual

A virtualização tem sido, e continua a ser, um dos blocos de construção da infraestrutura da Web 2.0 corporativa. Para gerentes de TI, a virtualização de hardware está tendo um impacto direto no ROI. As ramificações de virtualização de aplicativos são menos diretas, a longo prazo, mas potencialmente mais significativas e especialmente diante do crescimento da computação móvel. Como Wartner, da NSK, diz: “Assim que eu tiver virtualizado vou poder empurrar o aplicativo para qualquer lugar que desejar.”

A ordem para os gerentes de TI é óbvia, diz Alon Yaffe, diretor de marketing da InstallFree: “A TI precisa começar a gerir as coisas mais no back-end e menos no cliente.”

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