Verizon vai comprar a divisão Intel Media para ampliar oferta de TV

A Verizon Communications assinou um acordo para comprar as operações da Intel Media, desenvolvedora da plataforma OnCue Cloud TV. O movimento da operadora, ao que tudo indica, é para reforçar sua oferta de vídeo em seus serviço de rede móvel e fixa. Os termos da compra não foram divulgados, mas a empresa disse que a aquisição deverá se completar ainda neste trimestre.
A empresa vai receber os direitos de propriedade intelectual e outros itens que fazem parte da plataforma OnCue Cloud TV. Cerca de 350 funcionários da divisão também são parte do acordo. Quando a transação se concretizar, a Verizon vai integrar serviços de TV IP-based com oferta de vídeo da plataforma FiOS. A meta final da operadora é permitir que seus assinantes assistam conteúdo de vídeo em qualquer lugar, qualquer hora e em qualquer tipo de dispositivo, tanto em redes fixas ou móveis.
As operadoras de telecom no mundo inteiro buscam novas fontes de receita para incorporar aos seus serviços tradicionais de chamadas de voz e oferta de serviços de dados. O crescimento do vídeo online parece ter agitado a imaginação dos executivos da Verizon, porque essa é a terceira aquisição anunciada pela companhia desde meados de novembro de 2013
Antes do acordo com a Intel, a Verizon comprou a EdgeCast Networks, em dezembro, e as propriedades da upLynk, em novembro.
O vídeo online é um grande contribuidor do incremento de tráfego de dados móveis, representando 25% de todo o tráfego de dados em smartphones e 40% do tráfego de dados em tablets, segundo pesquisa recente da Ericsson.
O relatório da Ericsson aponta que o aumento do uso de smartphones é um principal fator de crescimento de tráfego de dados nos próximos anos, mas usuários consumindo mais dados por aparelho – e nesse caso, de novo, o vídeo é o principal – vão pesar ainda mais na balança. A Ericsson acredita que o tráfego de dados vai crescer a taxas compostas de 45% ao ano, entre 2013 e 2019, ou o equivalente a multiplicar por dez vezes o volume nesse período.
Com reportagem de Mikael Ricknäs – IDG News Service (London Bureau)
