Velocidade média de conexão cresce 11% no Brasil

Entre abril e junho deste ano, o Brasil viu a velocidade média de conexão crescer 11% em relação ao trimestre anterior e 15% comparada em igual período do ano passado. O índice ficou em 2,4 Mbps, na 80ª posição mundial, segundo dados do estudo State of The Internet, produzido pela Akamai com base nos dados colhidos na plataforma Akamai Intelligent.
O relatório verificou que nas Américas apenas cinco países têm mais de 25 mil endereços de IP conectados à Akamai em uma velocidade superior a 10 Mbps (alta banda larga). Dentre eles estão: EUA (com taxa de adoção de 24%), Canadá (20%), México (1%), Brasil (0,7%) e Argentina (0,4%). No que diz respeito à média de picos de conexão, o Brasil atingiu os 18,7 Mbps, crescimento de 2,1% sequencialmente ou alta de 25% na comparação ano a ano. Assim, o País está na 71ª posição do ranking global. Na América Latina, os picos variaram de 8,4 Mbps na Venezuela a 19,6 Mbps no Equador, 126ª e 64ª posições mundiais, respectivamente. A maior velocidade atingida foi 65,1 Mbps, em Hong Kong.
Em termos globais, a média de velocidade de conexão aumento 5,2% e atingiu 3,3 Mbps. Em todo o mundo, 127 regiões ou países tiveram crescimento em suas velocidades médias de conexão, com variação de 0,6% na Argentina (2 Mbps) a 262% na Costa do Marfim (1,6 Mbps).
Já em relação à conexão móvel, a média de velocidade dos provedores analisados variou de 9,7 Mbps até 0,5 Mbps entre abril e junho. Onze provedores mostraram velocidade média na faixa de banda larga (>4 Mbps), enquanto outros 62 entregaram conexão média entre 1 Mbps e 4 Mbps. No Brasil, a velocidade média esteve na faixa baixa, com 1,3 Mbps.
IPv4
O Brasil também registrou a marca de maior aumento em endereços IPv4, 12% em relação ao mesmo período de 2013. Globalmente, ao considerar todos os países e regiões, 60% apresentaram aumento em endereços IP no trimestre.
Mais de 752 milhões de endereços IPv4 provenientes de 242 países ou regiões estiveram conectados à plataforma Akamai. Isso representa elevação de 2% – 19 milhões – se comparado ao trimestre anterior.
Ataques
Durante o segundo trimestre, o relatório identificou tráfego de ataques a partir de 175 países ou regiões, dois a menos do que o verificado no trimestre anterior. A Indonésia concentrou 38% dos ataques na web, maior volume observado. A China caiu da primeira para a segunda posição, com 33%, e os Estados Unidos aparecem na sequência, com 6,9% dos ataques. Vale lembrar que nem sempre a localização geográfica dos ataques é a mesma da residência dos hackers.
As dez maiores regiões e países fontes de ataque geraram 89% das ameaças observadas no período, e novamente a China e a Indonésia foram responsáveis por mais da metade do volume total. Assim como no trimestre anterior, o Brasil figura em 8º lugar, com 1,4%.
Em relação às portas mais vulneráveis, pela primeira vez a 445 (Microsoft-DS) não foi a primeira colocada, ficando em terceiro lugar com 15% do tráfego de ataques. À frente dela estão: porta 443 (SSL [HTTPS]), com 17%, e a 80 (WWW [HTTP]), a mais vulnerável do período com 24%.
