Usuários de iPhone 5 são os que mais consomem dados, revela pesquisa

Os usuários do iPhone 5 são os que mais consomem dados pelas redes móveis, enquanto que os donos do Samsung Galaxy S III fazem mais upload do que outros smartphones. A constatação é uma pesquisa global realizada pela empresa britânica Arieso com cerca de mil consumidores de 20 modelos de celulares inteligentes.
Para a companhia, os volumes crescentes de dados continuam desafiando as operadoras de celular. “Apesar de algumas pessoas dizerem que o crescimento de dados está diminuindo ou não é realmente um problema, não vejo isso nas linhas de frente”, afirma o CTO da Arieso, Michael Flanagan.
A pesquisa da Arieso não especifica a quantidade de dados consumida por smartphones e tablets. Em vez disso, coloca o uso pelos donos do iPhone 3G como um padrão para comparar com os usuários de todos os outros aparelhos.
Assim, a consultoria concluiu que os usuários do iPhone 5 baixam mais dados do que os donos de qualquer outro smartphone, e mais do que quatro vezes o número registrado pelos usuários do iPhone 3G.
“Essa é efetivamente a continuação de um tipo de lei de Moore em que cada nova geração de iPhone consome 50% ou 60% mais dados do que a anterior”, disse Flanagan.
De forma geral, os usuários estão adquirindo cada vez mais conhecimento sobre tecnologia e querem fazer mais com seus smartphones, o que impulsiona o uso de dados. No caso do iPhone 5, uma tela maior (de 4 polegadas, pela primeira vez) com espaço para mais ícones também ajudou a aumentar o uso de dados, segundo Flanagan.
Usuários do HTC Sensation XL ficam em segundo lugar na lista dos mais “famintos” por dados, seguidos pelos donos do Samsung Galaxy S III, que consomem cerca de três vezes mais dados do que os usuários do já antigo iPhone 3G.
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Os donos do iPhone 5 podem liderar em downloads, mas os usuários do Galaxy S III fazem cerca de quatro vezes mais uploads de dados do que as pessoas que possuem o iPhone 3G. Em segundo lugar quanto a uploads fica o Galaxy Note II, seguido pelo iPhone 5, respectivamente com 3,7 e 3,4 vezes mais dados do que o iPhone 3G.
“Há alguns recursos no Galaxy S III que tornam o compartilhamento de dados um pouco mais simples e direto”, explica Flanagan.
O Galaxy Note II possui os mesmos padrões de uso que um smartphone padrão, em vez de um tablet. O aparelho da Samsung possui tela de 5,5 polegadas e fica no meio-termo entre “smartphones e tablets”.
Os três tablets incluídos na pesquisa – iPad, iPad 2 e Galaxy Tab 2 10.1 – são grandes usuários de dados, mas não conseguem acompanhar os números dos smartphones uma vez que são mais usados em Wi-Fi e muitas vezes possuem planos de dados “capados”, diz a Arieso.
Quanto ao uso de dados nos tablets, os papéis da Apple e Samsung se invertem em relação aos smartphones. Os usuários do Galaxy Tab baixam mais dados enquanto que os donos do iPad 2 ganham no upload.
A pesquisa da Arieso foi realizada em uma rede na Europa durante 24 horas. Cada aparelho incluído no levantamento tinha ao menos mil usuários, segundo a companhia.
Smartphone x tablet
Outra constatação do estudo da Arieso é que os usuários de smartphones estão consumindo mais dados que os de tablets. De acordo com o levantamento, os celulares inteligentes respondem por 40% do tráfego das redes de banda larga móvel, enquanto os tablets representam 6% das conexões.
Já os modems, chamados de “Dongles” pela empresa britânica, têm um peso de 54% no consumo de dados pelas redes sem fio.
Para Flanagan, o aumento de consumo de dados pelos smartphones vai exigir mais investimentos das operadoras, principalmente nas redes baseadas na tenologia Long Term Evolution (LTE), que estão em fase inicial de operação. Segundo ele, as companhias terão de construir infratrutura não apenas mais velozes, mas oferecer serviços de qualidade para melhorar a experiências dos “famintos” por dados.
O CTO da Arieso destaca que esse desafio vai pressionar também as teles brasileiras, que precisam colocar 4G em operação este ano para atender aos cronogramas da Copa do Mundo. Ele observa que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passou a cobrar mais qualidade das prestadoras de serviços.
O executivo lembra a decisão do órgão regulador de ter suspendido a venda de chips no ano passado em razão de as companhias não terem atendido as metas de qualidade.
*Com informações de Edileuza Soares (Computerworld/Brasil)
