Universidade dos EUA se dedica à certificação de OpenFlow

Mais um passo é dado no processo de descentralização do hardware na infraestrutura das empresas. A unidade de pesquisas em rede da Universidade de Indiana, o Centro Pesquisa de Rede Translacional (InCNTRE) serve como um espaço para testes de OpenFlow e outros produtos direcionados à tecnologia de rede definida por software (SDN, sigla em inglês para software defined network).
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O grupo de usuários de SDN do InCNTRE (Isug) reuniu administradores de rede de companhias da Fortune 500, com foco em finanças, seguro, saúde e turismo, de acordo com o diretor executivo da unidade, Matthew Davy.
“Engenheiros do setor privado, arquitetos de rede e gerentes de TI estão ocupados com projetos SDN e tentando entender a novidade e como afetará as suas redes”, disse Davy em um anúncio do encontro no site do grupo. “Dado nosso conhecimento, faz perfeito sentido formar o Isug como uma maneira de facilitar a troca de informações entre especialistas e o setor privado”, explicou.
O protocolo OpenFlow separa o plano de controle do plano de encaminhamento dos switches, de forma que as aplicações de software em um ambiente central possam direcionar instruções para switches e roteadores, o que muda a natureza da rede.
O Laboratório de Interoperabilidade foi designado como uma facility neutra de testes para OpenFlow e outras tecnologias que remetam ao SDN. É o primeiro laboratório de testes certificado pela Open Networking Foundation sobre produtos que enderecem os padrões OPenFlow. O protocolo ainda é uma especificação jovem com apenas algumas implementações. Casos recentes geralmente enfrentam dificuldades em fazer com que seus produtos funcionem juntos, apesar de eles ainda estarem na tentativa de seguir o mesmo padrão. A Universidade de Indiana opera o laboratório de interoperabilidade em conjunto com a Universidade de Purdue.
As companhias-membro da fundação podem submeter produtos ao laboratório para certificação OpenFlow, serviço que se tornou disponível em dezembro.
A primeira reunião do grupo incluiu uma apresentação de Dan Pitt, diretor executivo da Open Networking Foundation, e com a discussão com engenheiros de teste do instituto, que estão lidando com o desenvolvimento de programas de testes e certificação. Além disso, participantes viram uma demonstração do backbone OpenFlow para Internet2, rodando de costa a costa dos Estados Unidos. Ele foi criado pelo Global Network Research Operations Center, operado conjuntamente pelas universidades de Indiana e Purdue.
Esta é a segunda rede nacional de backbone OpenFlow. A primeira foi construída pelo Google.
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