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Três dicas para quem tem dificuldades de lidar com mudanças na carreira

De acordo com o padrão Myers-Briggs de indicação de personalidade (questionário criado em 1921 para diferenciar os perfis humanos de acordo com suas maneiras de perceber o mundo e tomar decisões), as pessoas classificadas como ISTJ (introvertidos ao sentir, pensar e julgar, da sigla em inglês) têm mais dificuldades para lidar com mudanças na carreira.

Segundo a consultora de recursos humanos Sherrie Haynie, que aplica o teste de Myers-Briggs em todo o mundo, é possível controlar a aversão a riscos para que as pessoas possam conviver com isso sem comprometer suas trajetórias profissionais.

Para qualquer profissional que tende a ficar desconfortável com transformações ou situações ambíguas, Sherrie preparou uma lista de dicas que ajudam a conviver melhor com momentos de ruptura na carreira:

• Aceite que a mudança é difícil: segundo a consultora, a principal razão pela qual os profissionais com perfil introvertido hesitam em realizar mudanças em suas carreiras é porque desejam estar confortáveis e absolutamente preparados para qualquer ação que executem. “E isso é impossível, ninguém pode estar 100% pronto para nada”, diz ela. Por isso, essas pessoas precisam aceitar que mudar é necessário e que os benefícios trazidos pelo cenário diferente serão maiores do que as agruras do processo de transformação.

• Lide com a mudança da maneira que conseguir: Sherrie aconselha que os profissionais considerados tímidos utilizem seus talentos para planejar e organizar os processos de mudança. Ela recomenda que eles façam uma lista de todos os desafios e problemas que encontraram para mudar suas carreiras e, depois, complete-a com o que deve ser feito para solucionar tais questões. Como metas, a solução das dificuldades deve ser perseguida com planejamento e estratégia de ação definida.

• Dê um crédito a si mesmo: a especialista comenta que como são muito exigentes com o próprio desempenho, os profissionais introvertidos tendem a ser muito severos e não aceitarem cometer nenhum erro. “Eles podem até manter um currículo de excelência, mas sempre fazem a mesma coisa”, afirma a consultora, que complementa: “As pessoas que se permitem errar geralmente conseguem correr riscos de forma mais saudável e produtiva.” 

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