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Travel techs devem movimentar R$ 35 bilhões na retomada pós-pandemia

O Brasil possui atualmente 219 empresas de travel tech, segundo o “Anuário das Travel Techs Brasileiras“, conduzido pela Loureiro Consultores, em parceria com a travel tech Onfly. A pesquisa estima que o mercado de companhias de tecnologia da informação que prestam serviços de turismo e viagem deve movimentar de R$ 35 bilhões até o fim do próximo ano.

Desde a primeira edição do levantamento, realizado em 2020, esse número mais que dobrou. “O anuário é um trabalho pioneiro, de mapear o ecossistema brasileiro de travel techs, e é apenas o primeiro trabalho de muitos sobre esse mercado”, compartilhou o consultor Fernão Loureiro, responsável pelo estudo.

Em 2018, o turismo no Brasil respondeu 8,1% do PIB, uma contribuição significativa para a economia nacional. No entanto, a atividade turística foi uma das mais atingidas pela pandemia, de modo que a recuperação do setor passa inevitavelmente por uma transformação digital.

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Diante disso, o Loureiro avalia que o setor precisa urgentemente se digitalizar ou ficará como coadjuvante nesta nova economia. “O turismo brasileiro não pode ficar ilhado no meio de tanta disrupção que está acontecendo em outros países e segmentos, proporcionada pela democratização da tecnologia e da digitalização”.

Para CEO da Onfly, Marcelo Linhares, estamos defronte ao maior desafio da história para o setor. “De um lado, milhões de pessoas com hábitos cada vez mais digitais, ávidos pelo retorno das viagens e, de outro, uma indústria totalmente fragilizada e ainda repleta de ineficiências, com baixíssima maturidade digital”. Assim, ele revela que o estudo é o primeiro passo para o lançamento de iniciativas que buscam promover a expansão do segmento de travel techs, como cursos e capacitações sobre tecnologia.

Nesta edição do anuário, as empresas foram divididas em sete categorias: agenciamento e reservas online (63 players), despesas corporativas (15), eventos (26), experiências (12), hospedagem (27), mobilidade (59 players) e tecnologia para outros Players (17).

O estudo considerou apenas empresas sediadas no país e detentoras de seus ativos de tecnologia. Outra preocupação do mapeamento foi a aplicação rigorosa do conceito de travel tech. Também colaboraram as empresas Sensys, CDFree, Loupit, Argo, B2B, Tech Travel, Kontrip, Gover, Paytrack e Nina Tech & Cake Co-Lab, Localiza, CEP Transportes e AVSC.

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