Transformações direcionam portfólio da Cisco

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9:00 am - 18 de março de 2014

O segundo dia do Cisco Partner Summit 2012 traz uma proposta técnica. No palco do evento que reúne milhares de parceiros da marca em San Diego (EUA), Padmasree Warrior, CTO da fabricante, subiu ao palco para dar uma visão dos rumos tecnológicos da companhia que bate forte na tecla de mobilidade, vídeo e computação em nuvem como fatores determinantes para o futuro das infraestruturas de rede.

Avanços tecnológicos, de modelo de negócios e na economia nos colocam no que a executiva classifica ? assim como muitos outros líderes da indústria de TI tem pontuado nos últimos meses ? na mais significativa mudança vista ao longo das últimas décadas. ?E a rede está no coração dessa transformação?, sentencia.

Padmasree usa dados que revelam a internet dobrando seu tamanho a cada cinco anos, com bilhões de dispositivos conectados e outro tanto de aplicações rodando na nuvem a medida que a computação vira algo pervasivo e, cada vez mais, se ajusta para comportar comunicação das mais diferentes origens, como entre máquinas (M2M), por exemplo.

As projeções da CTO apontam para uma população global, em 2020, na casa dos 7,6 bilhões de habitantes e 50 bilhões de dispositivos conectados, uma média de 6,58 aparelhos por pessoas. ?A internet das coisas deve suportar pequenos tiros de informação continuo e de forma desestruturada?, comenta, revelando que as redes que trafegarão esses dados precisam estar preparadas para suportar diferentes arquiteturas.

Em um futuro mais próximo, a Cisco espera que vídeos quadrupliquem tráfego sobre protocolo de internet (IP) em dois anos com grande parte desse avanço rodando em dispositivos móveis. Além disso, dois terços dos dados trafegados nesses aparelhos será vídeo até 2015.

?O cenário das novas corporações tem um componente de mobilidade que não se restringe aos funcionários trazendo seus próprios aparelhos, mas a migração dos aplicativos empresariais para esses ambientes. Do outro lado, nuvem muda a forma como a infra é construída e é entregue. A colaboração chega trazendo experiências imersivas?, analisa.

No reboque da nuvem, mobilidade e vídeo, a fabricante cita conceitos como social, open source e big data como vetores de mudança das expectativas de líderes de negócios e usuários. Os slides projetados por Padmasree na tela gigante ao lado do palco expõem que: enquanto CEOs querem crescer lucratividade e agilidade de negócios; empresários buscam serviços sob demanda a qualquer hora em qualquer lugar e usuários procuram personalização e o poder das comunidades.

O cenário exige mudança nos modelos de entrega e cobrança, acesso, análise e contextos na camada de CIOs, canais e provedores. Paralelo a isso surge uma necessidade de gestão de risco, segurança e compliance. De acordo com a CTO, a Cisco desenha sua arquitetura a tais demandas com a busca de colocar inteligência a rede, cada vez mais definida por software.

A rede inteligente

?Todas essas mudanças nos faz repensar os fundamentos começando pela rede nossa missão consiste em seis atributos: Permitir visibilidade entre uma camada múltipla de protocolos, estar apto a rodar grandes quantidades de dados e sistemas de análise em tempo real, prover segurança, ter interfaces programáveis entre redes, garantir agilidade para ganhos de escala e economia, possuir capacidade de gerenciamento entre integração operacional. Essa é nossa visão para a rede do futuro?, conclui Padmasree.

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