Tom Político marca Abertura da Futurecom 2010, Destaque e FHC

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2:29 pm - 24 de maio de 2011

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, a Futurecom 2010 foi aberta nesta segunda-feira (25/10) com uma mensagem clara aos seus participantes: ao contrário do que afirma a candidata do PT, Dilma Roussef, as privatizações foram essenciais para que o setor de telecomunicações avançasse aos níveis de hoje. O tema tem gerado discussões entre a candidata petista e seu adversário, José Serra (PSDB).

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Com este mote, o presidente da feira, Laudálio Veiga Filho, iniciou seu discurso de  abertura. Segundo ele, não fosse a concorrência promovida pela quebra do monopólio estatal, o setor não teria atingido os números nos quais hoje está calcado. Para o executivo, é preciso que os governos não desacreditem os feitos das gestões anteriores, fazendo uma clara alusão a respeito das críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à privatização do setor, ocorrida em 1998 e acompanhada de série de outras ações do tipo.

Laudálio afirma que é preciso tomar cuidado para que a política de um país não caia no que chamou de “uma ditadura branca’ e comentou a respeito da indiferença da sociedade perante casos recentes de suposta corrupção divulgados pela imprensa. Para Veiga Filho, é preciso ter cuidado com “procedimentos não ortodóxicos para a conquista de votos” dos menos favorecidos.

Presente na abertura do evento, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 e 2002), responsável pela privatização das telecomunicações, fez coro a Veiga Filho e adicionou que o Brasil precisa não somente de crescimento do Produto Interno Bruto para evoluir – que isso acontecerá independentemente de qualquer coisa. “Precisamos de ética” , enfatizou, arrancando palmas acaloradas da plateia.

Discurso mais ameno

Com discurso mais ameno, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, frisou a importância do desenvolvimento pelo qual o setor passou nos últimos anos. Aprimoramento da competição, revisão do contrato de concessão e das medidas que lhe cabem no Plano Nacional de Banda Larga.

Sem discursar em tom de despedida – uma vez que, com a troca de presidentes, são trocados também alguns cargos públicos estratégicos – o embaixador comentou sobre os planos que a agência deve finalizar ainda neste ano, tais como a Proposta do Novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), o edital de licitação Banda H e correção de falhas concorrenciais de mercado.

“Não podemos nos esquecer que, antes das privatizações, tínhamos, no Brasil, 25 milhões de usuários não atendidos”, comentou. Vale citar que Sardenberg foi ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo FHC.

Defesa a Lula

O único entre os presentes a defender com mais vividez o governo Lula, Roberto Pinto Martins, Secretário de Telecomunicações da União, comentou que, passados 13 anos do processo de abertura do mercado de telco, ainda não foram dadas as destinações devidas dos fundos auferidos no processo. Para Martins, o foco deve, neste momento, deve ser melhorar o acesso da população à banda larga e atender com serviços de telecomunicações a zona rural.

Citando dados como a telefonia móvel presente em todos as cidades brasileiras, a rede 3G chegando a 65% do território nacional e a banda larga atendendo mais de 16 milhões de famílias no País, ele concluiu afirmando que fusões e incorporações são um processo natural em um mercado de tamanha importância como o de telecomunicações. “As empresas do setor recolhem R$ 40 bilhões em tributos”, finalizou.

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Especial Futurecom 2010

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