Teletrabalho: a solução para as noites mal dormidas dos CIOs?

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11:53 am - 05 de julho de 2012

Quando se fala em consumerização a primeira coisa que vem em mente é a iniciativa ?traga o seu próprio dispositivo? (BYOD, da sigla em inglês), mas hoje a estratégia alternativa de trabalho é o modelo Workshifting, também conhecido como teletrabalho.

A grande diferença é que o funcionário pode escolher além do dispositivo móvel o horário e lugar para se trabalhar. O número de organizações focadas nessa estratégia impressiona: globalmente 37% de empresas já utilizam Workshifiting; 42% estão adotando a iniciativa; e 12% pretendem implementar nos próximos 12 meses.

?Isso mostra que 93% das empresas mundialmente falando terão essa consumerização implementada em suas empresas até 2013?, destaca Marcelo Landi, diretor geral da Citrix Brasil.

Os dados colhidos de uma pesquisa da própria companhia com 1.100 organizações em 11 países, incluindo o Brasil, mostram também que até o final do próximo ano as empresas brasileiras irão liderar junto com a China a implantação do workshifting.

Essa mudança de foco das empresas está baseada em não apenas reduzir custos, mas principalmente em reter talentos, já que a geração Y deve dominar o mercado de trabalho nos próximos anos.

Entre outros benefícios buscados pelas organizações em todo o mundo está a possibilidade de oferecer flexibilidade às pessoas: ?Isso completa a questão de atrair pessoas, que gostam de trabalhar não só por salário, mas sim por poderem usar dispositivos que gostam e de onde gostam. Isso aumenta a produtividade do funcionário, é servir melhor os usuários. Esses são os motivos pelos quais empresas brasileiras devem adotar o workshifting ?, avalia.

O teletrabalho no Brasil

Landi destaca que até o final de 2011 essa estratégia alternativa não era reconhecida como jornada de trabalho. Mas a partir de dezembro passado foi aprovada a Lei 12.551 que equipara a jornada de um teletrabalho a de uma pessoa CLT que está dentro do escritório. ?Esse é um decreto já reconhecido e aprovado pela presidenta Dilma Rousseff.?

Cenário

– Cerca de 80% das pessoas mundialmente trabalham pelo menos um dia fora do escritório

– Globalmente, um em cada quatro devices hoje usados no trabalho é móvel, sendo 18% smartphones, 7% tablets, 7% netbooks, 5% ultraportables

?A consumerização é a principal preocupação hoje do profissional de TI. Se eu tenho esse monte de usuários querendo usar seus próprios devices como faço para proteger os meus dados de maneira segura? É isso que tem deixado os CIOS acordados durante à noite. Não só isso, mas também a computação distribuída, serviços em nuvem e padronização?, conclui Landis.

Para evitar essa preocupação e para que a estratégia workshifting seja eficaz, o executivo sugere abordar dois requisitos considerados fundamentais: ?as pessoas devem ser capazes de trabalhar da mesma maneira que fariam no escritório, com acesso total a desktops, aplicativos, arquivos e colaboração, e a TI deve ser capaz de proteger e controlar informações corporativas para atender as exigências de privacidade, proteção e compliance.?

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