Tecnologia do MIT facilita trabalho colaborativo entre humanos e robôs

Pesquisadores desenvolveram modelo para que humanos e robôs se comuniquem. Tecnologia poderia ser aplicada em situações de resgate

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1:48 pm - 18 de fevereiro de 2016

Uma das preocupações sobre o desenvolvimento da inteligência artificial é de que robôs poderiam roubar nossos empregos.

No entanto, uma nova pesquisa do Laboratório de Ciências da Computação e Inteligência Artificial do MIT propõe que esse cenário futuro não precisa ser tão apocalíptico se humanos e robôs “aprenderem” a trabalhar em conjunto. Pesquisadores disseram chegar a um novo modelo de como humanos poderiam se comunicar de forma efetiva com robôs.

Essencialmente, tudo se resume a proteger os seres humanos da sobrecarga de informação, já que robôs podem ser programados para recolher grandes quantidades de dados – muito mais do que qualquer humano poderia processar confortavelmente.

Vamos dizer que há uma emergência como um terremoto e robôs estão trabalhando para coletar informações do cenário. Eles conseguem enviar atualizações contínuas como “eu estou passando através de uma porta e dobrando para a direita em ângulo de 90 graus” ou “estou avançando alguns metros, eu encontrei uma parede”.

É uma informação importante para oficiais de resgate que tentam entender o que está acontecendo em solo.

É aí que o novo modelo para comunicações do MIT entra. Trata-se de um algoritmo que ajuda a determinar a informação que precisa ser compartilhada, gerando uma eficiência na comunicação entre as partes de 60%.

Eventualmente, poderá tornar mais fácil para projetar sistemas que permitem que humanos e robôs trabalhem em conjunto, como em equipes de resposta a emergências.

Os pesquisadores testaram o sistema em mais de 300 simulações de computador para tarefas de resgate em ambientes não familiares. O próximo teste envolverá humanos.

“O que eu poderia apostar é que uma equipe formada de robôs e homens falharia se o sistema apenas disser a pessoa todos os tipos de informações falsas o tempo todo”, disse Julie Shah, professor associado de aeronáutica e astronáutica e um dos autores da pesquisa.

“Para equipes mistas, eu penso que o algoritmo fará a diferença entre uma equipe que consegue funcionar efetivamente contra uma equipe que simplesmente não conseguirá”.

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