TAM cria departamento de gerenciamento de segurança de vôo

Segundo Marco A.M. Rocha, também conhecido como Comandante Rocky, responsável pela área de Flight Safety, esse controle é feito por meio de cruzamento e análise das informações com o objetivo de medir desempenhos. Para tal, o sistema utiliza os dados gravados nos FDR (Flight Data Recorders), as conhecidas ?caixas pretas. Os dados são reproduzidos numa segunda caixa, a DMU (Data Management Unit) ou FDAU (Flight Data Aquisition Unit) e armazenadas em um cartão PCMCIA.
Nas salas de controle do FOQA, os computadores estão equipados com o software Analysis Ground Station (AGS), que verifica as informações à luz dos parâmetros lançados pelo banco de dados. Neles, estão a descrição exata de como deve ser um vôo padrão. Os números viram imagem na tela, sendo assim possível acompanhar os vôos do começo ao fim. De acordo com Rocha, com esses recursos, é possível fazer uma simulação por computador de como foi o vôo, permitindo que o piloto possa, inclusive, rever nos seus procedimentos, os possíveis erros e os acertos.
Outra vantagem do sistema é permitir classificar os erros e riscos em uma escala de 1 a 3. De modo que, no primeiro nível, o piloto seja desde advertido pelo procedimento irregular ou, no terceiro, investigado por procedimento de grande perigo.
Mesmo recente, o monitoramento vem dando resultado. Após um ano da implementação, a TAM começa a colher agora os primeiros frutos do sistema, desenvolvido pela francesa Sagem, fabricante de equipamentos de vôo para teste e gerenciamento de dados.Obtivemos um índice de 90% na redução de incidentes durante o vôo, acrescenta o comandante.
Na prática, ele exemplifica, isso significa que houve uma diminuição dos erros e imprecisões, como velocidades mais altas em aproximação e em taxiamento, respeito à padronização no acionamento de flap de pouso entre outros itens.
