Tablets Windows 8: Por que a Microsoft precisa baixar os preços?

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3:42 pm - 11 de abril de 2013

Quando os consumidores avaliam a compra de um dispositivo eletrônico pessoal, normalmente eles partem para a máxima do bom, rápido e barato, ao ou menos dois desses itens. Trata-se de uma fórmula clássica dos negócios, na qual o cliente terá exatamente aquilo que pagou. Mas a Microsoft precisa apagar dois dos três pilares de sua estratégia no mercado de tablets.

Com a primeira onda de tablets Windows 8, os clientes tiveram uma variação de bom e rápido. A vertente “barato”, entretanto, foi pouco aplicada à linha Surface. Com Windows 8.1 (ou Windows Blue) e com uma nova linha de devices no horizonte, isso precisa ser alterado. A Microsoft precisa trazer tablets satisfatórios para o mercado  – e eles não podem ser competitivos no preço. Eles precisam ser baratos.

O Surface RT, por exemplo, é um dispositivo bom. Se a Microsoft tivesse praticado o preço de US$ 250 dólares por tablet e outros US$ 50 pela capa, talvez, eu tivesse comprado um no lançamento e acredito que não estaria sozinho nessa empreitada. Por esse preço, eu teria paciência em esperar a companhia desenvolver sua loja de aplicativos. Claro que o iPad teria uma variedade maior e melhor, mas o Surface RT ainda seria uma opção decente e, com sua versão mais barata do pacote Office, poderia ter trazido um pacote de ferramentas de criação de conteúdo mais atrativo que o iOS. Isso é o bastante para justificar o investimento de duas centenas de dólares.

Infelizmente, o Surface RT custa quase duas vezes esse valor, muito acima do que eu estou disposto a pagar. Ultrabooks e mesmo o Surface Pro não são bons o bastante. Modelos mais novos, mais rápidos e com menor consumo de energia com os novos processadores Intel estão por chegar, então, porque alguém compraria um produto tão caro hoje se um melhor e, talvez, mais barato, está por vir?

Windows 8 e Windows RT não têm tido tanto sucesso, primeiro pela interface de usuário e, em segundo lugar, pela pouca variedade de aplicativos. O custo tem sido outro ponto negativo. Para muitos clientes, os aparelhos com Windows 8 tem um custo desanimador e isso prejudica o resultado da fabricante de forma geral.

O probema com aplicativos ainda persiste. De acordo com o MetroStore Scanner, a Windows Store tem atualmente em torno de 57 mil aplicações ao estilo Metro e o número de softwares submetidos tem crescido. Trata-se de um progresso interessante, mas quando se compara com o catálogo disponível para iOS, Android e mesmo BlackBerry 10, ainda é uma vergonha.

A Microsoft afirma ter investido US$ 1,5 bilhão para promover o Windows 8. É um valor muito grande e todo ele foi direcionado para o mercado consumidor, que, segundo analistas, tem o poder de determinar se a Microsoft permanecerá ou não na liderança. Imagine se a Microsoft tivesse criado um portfólio onde o iPod Touch fosse mais caro que um Windows RT, ou onde o MacBook Air custasse mais que o Surface Pro. Pense se os OMEs tivessem sido incentivados a produzirem modelos de baixo custo. Quantos milhões de usuários adicionais teriam aderido ao ecossistema? Quantos aplicativos teriam sido desenvolvidos?

Ao que tudo indica, a companhia parece ter enxergado a direção correta. A Microsoft afirma estar com uma política de desconto para licenças Windows 8 e outra para embarcar o pacote Office para OEMs que estão produzindo tablets menores. O sucesso do iPad Mini tem demonstrado que os consumidores gostam do formato sete polegadas e a Microsoft precisa, desesperadamente, de algo que marque presença nesse segmento. Componentes menores, podem baixar os custos.

Existe ainda a especulação de que a Microsoft poderia produzir o Surface Reader, talvez de sete polegadas e com ativos Barnes & Noble. Ainda assim, existem incertezas no ar. Para Microsoft e seus parceiros, o tablet Windows RT a US$ 350 é um bom negócio, especialmente se ele vier com a qualidade de acabamento do Surface. Eu não tenho tanta certeza de que o custo ficará baixo o bastante. Talvez fique próximo do valor do iPad Mini e parecido com o Galaxy Note 8, mas é preciso lembrar que essas plataformas tem uma base de usuários bastante leal. Para atrair os clientes nessa mesma faixa de preço, o Windows 8 precisa trazer algo que diferencie muito a experiência.

 

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