Symantec revela que 67% das empresas foram alvo de ciberataques

Em 25% das ocorrências, os problemas foram causados por falta de conhecimento e treinamento de funcionários e em 16% por acesso não autorizado à empresa (quebra ou uso indevido de senhas). Outro dado curioso é que 38% dos executivos afirmaram que os ataques tiveram origem externa (hackers), 7% de procedência interna (funcionários) e 48% de ambas as formas um porcentual de 86% de invasões.
Quanto ao uso de soluções de segurança, firewall, antivírus e senhas de acesso aparecem no topo da lista, com 97%, 95% e 88%, respectivamente. Já a maioria dos entrevistados, cerca de 70%, afirmou que a companhia que representam possui uma política de segurança. Para Vicente Lima, diretor-geral da Symantec do Brasil, o motivo do alto índice de invasão, mesmo com a elevada porcentagem de empresas protegidas, deve-se à falta de gerenciamento das soluções de segurança.
“Hoje, não basta adquirir o software e proteger bem a rede. Gerenciar bem é a regra de ouro para obter um nível de proteção máxima, sem afetar a performance do sistema”, afirma Lima. Em relação à política de uso da Internet e correio eletrônico, mais da metade dos entrevistados responderam que, aproximadamente, 500 funcionários têm acesso à rede. Como 93% das companhias têm mais de 500 funcionários, o índice de pessoas que podem se conectar é extremamente alto.
Em 43% dos locais, o uso da Web é liberado indistintamente para todos os departamentos, enquanto em 36% o acesso a qualquer tipo de site é permitido para alguns setores e restrito a certas páginas para outros. O estudo revela ainda que as empresas possuem como prática, uma política de vigilância na utilização da Internet, onde há um bloqueio de 68% do conteúdo na Web, 66% têm filtro de URL e 36% monitoram os e-mails corporativos.
