SucessFactors e a caminhada no mundo SAP

A SAP anunciou que a SuccessFactors será totalmente integrada ao seu portfólio de ofertas, assim como todo o time que constitui a companhia globalmente. A oferta de gerenciamento de capital humano da gigante alemã ganha o braço OnDemand da fabricante americana, complementando, assim, a oferta focada em recursos humanos.
A SuccessFactors trabalha diretamente e via parceiros, sendo que no Brasil as consultorias Affero e Sou Educação são as responsáveis de propagar os serviços da fabricante, além de contar com o apoio de parceiros globais como PWC, McKinney Rogers, IBM, Capgemini e Accenture, que, somado todas as formas de atender o mercado, conquistaram 250 clientes em território brasileiro, entre multinacionais e companhias nacionais.
Tendo todo esse discurso institucional alinhado, a grande pergunta é como as soluções da SuccessFactors irão ampliar e complementar o portfólio da SAP em nível global, e como os negócios serão feitos através dos parceiros de canal. A resposta é: ?Sapphire Now 2012, que acontecerá de 14 a 16 de maio em Orlando, EUA?. ?Já temos o plano de integração alinhado e o go to market desenhado, mas ainda passamos por processos importantes de adequação de portfólio, e o anuncio oficial será global?, informou Juan Albelo, vice-presidente da SuccessFactors para a América Latina. Por enquanto temos apenas uma base dos planos para as aplicações.
Sendo um braço de negócios OnDemand da SAP, o que significa que não haverá a extinção do nome SuccessFactors, o cargo do executivo não sofrerá modificações, e o líder das iniciativas nesta linha é Lars Dalgaard, fundador e CEO da SuccessFactors. ?Toda a estratégia como parte da oferta SAP está nas mãos dele?, disse Albelo.
O VP da operação latina já teve passagens pela SAP e pela concorrente Oracle, sendo que entrou na companhia fundada por Larry Ellison em 2004, quando era executivo da PeopleSoft, empresa adquirida pela Oracle por cerca de 10,3 bilhões de dólares. ?Foi um choque cultural muito forte na época, algo que não encontrei na SAP, onde o foco é trabalhar junto para ter operações locais fortes e alinhadas com o direcionamento global?, contou Albelo.
As soluções da SuccessFactors atingem empresas que contam com 50 até 400 mil empregados, como foi o caso da implementação que ocorreu na Siemens AG em 2009. ?O fato é que nós temos soluções que a SAP não contava e outras que são complementares, tendo em vista que nosso mercado é bem focado e temos mais maturidade no que tange RH?, afirmou o VP.
Mateus Nicácio, diretor de vendas regionais da SuccessFactors, contou que a empresa tem duas estratégias para entregar soluções: entender o cliente e cobrir a necessidade. ?Para todo o tamanho de companhia em qualquer vertical de mercado que entenda a necessidade do capital humano e queira contar com os colaboradores certos para o negócio?, complementou Nicácio.
E quando falamos de todos os tipos de companhias, também abordamos as que utilizam o Business One OnDemand, do qual o executivo afirma que ?a futura opção por soluções de uma ou outra fabricante estará diretamente ligado ao core da empresa do cliente?, mas que ambas estão ?juntas para amplificar os negócios na nuvem?.
Clientes SAP, aliás, são grandes focos de negócios da SuccessFactors, uma vez que esse braço de soluções especializadas no gerenciamento de capital humano é ?interessante e complementar para toda a empresa que quer o time certo?, de acordo com Nicácio.
Cloud computing e profissionais especializados são o foco de todas as grandes empresas no mundo, e o tão falando ?momento Brasil? não passa despercebido por Luiz Carlos Vilas Boas, consultor de soluções SuccessFactors, que afirmou que quanto maior o comprometimento que as companhias têm com o crescimento, ?mais elas posicionam o RH dentro do conselho de decisões administrativas?, algo que não existia há 10 anos, quando a SuccessFactors começou a oferta de suas ferramentas e que tem grande poder de adesão no mercado brasileiro.
?As companhias olham com muito bons olhos nossa solução, pois se trata de achar gente boa, recrutar bem, colocar o profissional numa complexidade que ele suporta, alinhar metas, dar visibilidade de que o que ele faz atinge a empresa positivamente e onde, remunerar pela ?meritocracia? e fazer o ecossistema funcionar?, explicou Vilas Boas. ?Não é tamanho de empresa que importa, mas a percepção de valor no capital humano?, finalizou.
