Sivam auxilia a vigilância da floresta brasileira mais conhecida mundialmente

O lançamento de parte do projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia, o Sivam, nesta quinta-feira, mostra como a tecnologia pode auxiliar o gerenciamento de uma área de proporções impressionantes. São 5,2 milhõesde quilômetros quadrados ou 60% de todo o território nacional, distribuídas por nove estados brasileiros, controlados por radares e estações terrestres localizadas em toda a região, que serão auxiliadas por dois softwares especialmente desenvolvidas para o projeto. Esta área contará com dois sistemas principais, o O SCO-Subcentro de Operações e o SCC-Subcentro de Coordenação, nos quais foram investidos US$ 156,6 milhões. O primeiro exigiu três anos de desenvolvimento e possui 13 módulos, além de cuidar do tratamento de dados oriundos de radares, informações metereológicas e planos de vôo. A vigilância da área fica por conta do SCC, que possui acesso aos dados coletados pelas estações terrestres e satélites a fim de detectar pistas de vôos clandestinas, garimpos e exploração ilegal de madeira.
A execução de ambos os projetos fez uso de ferramentas de 80 fabricantes, entre eles Oracle e Genesys, e linguagem de programação Java e C++. Os dois sistemas foram criados pela brasileira Atech, em parceria com a americana Raytheon – esta última participou do fornecimento de grande parte dos equipamentos do Sivam.
Como ambos os softwares serão utilizados por um número grande de profissionais, o treinamento é imprescindível e deve abocanhar cerca de US$ 500 mil, atingindo 200 pessoas das cidades de Manaus, Belém e Porto Velho. Os cursos abrangem controle de tráfego aéreo, manutenção de equipamentos e aulas de operação. Até o ano de 2003, as empresas responsáveis também pretendem disponibilizar acesso às informações capturadas pelos softwares por meio da internet, como metereologia, índices de desmatamento e cobertura vegetal da região.
