Sistema de Ensino Integral adere o mundo dos tablets com aposta em MDM

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10:02 am - 11 de janeiro de 2013

Em termos de investimento em TI, um dos avanços mais esperado pelo mercado brasileiro está no setor educacional, que, fundamentalmente, abriga e ajuda no desenvolvimento das novas gerações. Trata-se de um setor que passa por diversos desafios, entre eles uma forte consolidação e um processo necessário de renovação na forma de ensinar. Até 2015, segundo o Gartner, os investimentos no segmento de educação devem crescer a uma taxa média anual de 7,8%, chegando a mais de R$ 1,9 bi. Num segmento dinâmico como esse, certamente, valerá a máxima de Darwin de que ganha o mais forte que, neste caso, pode ser interpretado por: o primeiro a entender a necessidade de colocar tecnologia como prioridade no orçamento.

Pensando na forma de lidar com novas práticas de ensino, tendo em vista a mudança no perfil dos estudantes, o Sistema de Ensino Integral, de Campinas (SP), adquiriu cerca de dois mil iPads e os distribuiu para seus alunos entre a sexta série do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio. O objetivo foi substituir o material didático, que passava a integrar os tablets. ?Temos dois negócios distintos: prestação de serviços educacionais e editora. O material usado na escola é produzido por nós, então, fazer as versões digitais e disponibilizar em tablets foi tranquilo?, conta Charles Alcarde, sócio-diretor da instituição e responsável pela TI.

O executivo diz que em 2010, ao ler uma notícia sobre a utilização do Kindle, da Amazon, em salas de aula nos Estados Unidos, observou que aquele tipo de interação para melhoria das aulas seria necessária, tanto do ponto de vista do aluno quanto do caixa da empresa. ?Como somos produtores (do próprio material), e temos despesas em relação à impressão, distribuição e logística, a primeira ideia foi o contraponto entre o papel e o digital, e como isso afetaria os custos?, lembra Alcarde, que acabou por optar pela adoção de tablets.

Comprados alguns iPads, equipamentos que o executivo define como os melhores para o negócio, a instituição fez um teste em uma sala de aula, em 2011, com a turma do curso pré-vestibular para avaliar o modelo. ?Testamos a metodologia sem ter o controle remoto, funcionalidades e aspectos pedagógicos, apenas pela interação. A resposta dos alunos foi absolutamente positiva, assim como a dos professores?, afirma. Com isso, o aval para a compra de mais tablets foi dado.

Aí chegamos ao ponto crítico observado pelo executivo: com dois mil tablets distribuídos, sendo 200 destinados a duas escolas que usam o sistema de ensino do Integral, seria necessário definir as regras que ditariam os rumos das aulas e os limites dos alunos, para que a experiência de ensino fosse rica, sem perda de foco. Alcarde conta que três fornecedores de Mobile Device Management (MDM) foram testados, em busca de parâmetros como controle, interface na web, agilidade na implantação, distribuição de conteúdo e segurança.

O fabricante escolhido pela Integral foi a AirWatch, que em seus primeiros passos iniciou o processo de registro e cadastramento de informações básicas de perfis dos usuários ? alunos, diretores e professores – e instalou nos tablets aplicativos desenvolvidos internamente, para os diferentes tipos de uso.

?Com a solução de MDM, controlamos aparelhos individualmente ou simultaneamente. Por estar na nuvem, a implementação da solução foi bastante tranquila, pois colocamos o material didático e aplicativos nos iPads e a gestão é feita pela plataforma, sem passar por uma infraestrutura interna?, explica o executivo. Sem abrir valores quanto ao investimento, o diretor apenas informa que o custo da solução é mensal, por equipamento.

Benefícios e aplicações

A solução da AirWatch foi posta em uso ainda no primeiro semestre de 2012, após o período de configuração de todos os equipamentos que passavam a contar com a gestão da solução de MDM. ?Controlamos os conteúdos (acessados) nos iPads diariamente. Temos um comando de perfis que formatam o aparelho para períodos pré e pós aula. Por exemplo, aplicativos comuns são bloqueados para foco na aula, a não ser que o professor solicite que tal turma, entre um certo horário, tenha acesso ao YouTube, por exemplo, para ver um vídeo que vai auxiliar na aula?, complementa. ?A plataforma de MDM faz isso de forma simples. Há níveis de permissões também ? os alunos mais velhos contam com mais liberações, os alunos com notas melhores têm outros bônus. O controle da ferramenta é muito eficiente.?

Outra situação contada pelo executivo quanto as liberações são as chamadas ?aulas interativas?, onde o professor entra em sala de aula e pede para que os alunos façam a pesquisa de um tema, com tempo determinado. ?Após a pesquisa, esses estudantes apresentam o que entenderam do assunto, por meio de seu tablet, podendo até espelhar imagens na parede. Tendo o tempo decorrido, o professor inicia a segunda aula, agora com os acessos externos bloqueados, sobre aquele assunto anteriormente pesquisado, tornando assim a aula mais produtiva.?

Há outras funções vistas como essenciais pelo executivo. Se o aluno coloca o iPad em modo avião ou realiza o jailbreak, a plataforma de MDM consegue bloquear as tentativas ou identificar as ocorrências. ?Os tablets são dados em comodato, os alunos são responsáveis pelos cuidados com o equipamento. Nós temos um contrato com as políticas definidas e como funciona essa nova modalidade de ensino?, ressalta Alcarde. ?Os aparelhos contam com seguro, mas a garantia do patrimônio é da responsabilidade do Estudante.?

Outro ponto: conforme o aluno passa de ano, o conteúdo do seu iPad é atualizado de acordo com o seu novo ano escolar. Todas as atualizações são feitas diretamente em um único console, remotamente, via MDM.

Alunos, professores e administradores das escolas próprias, licenciadas e de algumas conveniadas utilizam os tablets para acessarem e-mails, calendários, aplicativos do Integral e outros aplicativos educacionais – baixados de forma padrão via App Store -, e realizam pesquisas na rede, além de acessarem todo o material didático, eliminando por completo os livros impressos na escola.

?Os benefícios de produção e processos foram enormes. Hoje, o Integral tem um sistema galpão de materiais impressos, guardados, que são um ativo para serem escoados para clientes que ainda não optam pelo sistema digital?, avalia o diretor. ?A partir de 2013, transformamos o que usamos nas unidades próprias em um produto formatado para o mercado. Vamos comercializar o projeto e as aplicações próprias, e a solução da AirWatch entra junto nessa empreitada.?

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