De janeiro a setembro deste ano, 2.327 vagas de emprego no setor de tecnologia da informação foram fechados no país. Percentualmente, o Rio de Janeiro foi o estado que registrou a maior perda 8% (1.573 postos fechados). Em São Paulo, que concentra o maior número de empresas, a queda foi de 2% (1.910).
Os dados são da pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (TI Rio), com base em informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho.
A crise financeira enfrentada pelo Rio de Janeiro e a redução dos investimentos da Petrobras, grande contratadora de serviços de tecnologia da informação (TI), contribuíram para uma retração maior do setor no estado.
A pesquisa mostra que o estado do Rio de Janeiro oferece melhores salários aos profissionais de TI. A média salarial era de R$ 5.641, em 2015, no Rio; seguido de São Paulo, com R$ 5.497, e Brasil, com R$ 4.999.
Apesar da remuneração maior, o diretor do TI Rio e coordenador da pesquisa, Luiz Carlos Sá de Carvalho, acredita que muitos profissionais da área estão migrando para outras regiões do país. “Pessoas com alto gabarito não podem ficar dirigindo Uber. Pode estar acontecendo esse movimento”, disse.
Carvalho destacou que vários segmentos pagam melhor os profissionais de TI do que o próprio setor, onde a média salarial cresceu 0,9% em 2015. Em demais setores, o crescimento foi de 1,5%. “As empresas usuárias estão pagando salários melhores e estão procurando mais profissionais do que o próprio setor”.
No Brasil, o número de profissionais de software e de TI que exercem a atividade em empresas de outros setores chegam a 406.566, sendo 47.298 no Rio de Janeiro. A maior média de salário foi encontrada em São Paulo (R$ 6.582), contra R$ 6.056 no Rio de Janeiro e R$ 5.276, nacional.
Contratações
Entre 2014 e setembro de 2016, o setor de TI do Rio de Janeiro perdeu 1.299 profissionais. A maior queda (6%) foi registrada nos cargos de nível gerencial, seguidos pelos de nível superior e técnico, com redução de 3% cada.
Apenas três áreas registraram crescimento das contratações no período: portais e provedores de conteúdo (alta de 33%), desenvolvimento e licenciamento de software customizado – adaptado e personalizado – (9%); e desenvolvimento e licenciamento de sofware não customizado (4%).
O setor de TI é formado, basicamente, por empresas de micro e pequeno porte com, pelo menos, um empregado. No Brasil, em 2015, elas totalizavam 34.994, das quais 11.878 ficavam em São Paulo e 3.079, no Rio de Janeiro. A expansão do número de empresas foi de 6,5% no Brasil, 6,9% em São Paulo e 4,7%, no Rio de Janeiro.
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