Segurança em nota fiscal eletrônica exige gerenciamento do risco

O uso de documentos eletrônicos nos processos corporativos é tendência inevitável no mercado. Um dos expoentes dessa tendência está expresso no projeto de nota fiscal eletrônica, conduzido atualmente em caráter piloto pela receita federal, as secretarias de fazenda de seis estados e a participação de 19 empresas.Um dos principais pontos implícitos na tramitação da nota fiscal eletrônica refere-se à segurança. ?É importante definir processos e conhecer os riscos?, afirma Volnys Borges Bernal, pesquisador do Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, que participou do painel sobre notas fiscais eletrônicas durante o IT Conference, em São Paulo.Volnys explica que a segurança de emissão e comunicação da nota fiscal eletrônica entre emissor, fisco e receptor é feita por um esquema criptográfico que exige um par de chaves assimétricas, uma pública e outra privada. Para as corporações, o pesquisador indica um sistema de hardware como a melhor maneira de proteger a chave privada. Ele defende o uso do HSM (hardware security module), por garantir a impossibilidade de cópia da chave, permitir registro de auditoria, ter múltiplos esquemas de ativação e controle de acesso de parceiros, além de capacidade de processamento. Ainda assim o processo inclui risco de comprometimento da chave. ?A tecnologia não garante a segurança do processo. É preciso trabalhar a questão da segurança com as pessoas?, conclui.Projeto PilotoO painel sobre notas fiscais eletrônicas também contou com a apresentação de duas empresas participantes do projeto piloto. Por um lado, a Eurofarma, representando o setor farmacêutico, mostrou os benefícios do sistema, para uma empresa que emite cerca de 20 mil notas por mês.Taciana Salomão, gerente de TI e telecom da Eurofarma, conta que a empresa espera economia direta de 25 mil reais por mês com a implantação das NF-e. Outro ponto positivo refere-se ao retorno sobre o investimento (estimado em 400 mil reais), esperado para cerca de um ano e meio.Já a Sadia, uma companhia que emite em média 25 mil notas fiscais por dia, foca a redução no tempo de transporte como um dos principais benefícios do novo sistema, já que trabalha com produtos perecíveis. Paulo Rorato, responsável pelo projeto na companhia, afirma que os investimentos beiram 1 milhão de reais, tendo sido feitas 23 adequações no SAP, aquisição de hardware, servidores e equipamentos HSM.
