Segurança é alvo da Cisco

José Alberto Gonzáles, gerente da unidade de enterprise para América Latina, destaca que hoje em dia, tudo pode ser alvo de ameaças, desde roteadores e switches até ferramentas de administração. “Por isso, uma rede não pode estar protegida apenas em seu perímetro, mas no interior também”, ressalta.
E para atingir esse objetivo, garantindo a proteção das corporações – de pequenas a grandes, passando por provedores de serviço – a Cisco aposta em cinco tecnologias básicas integradas: conectividade segura, segurança estendida no perímetro, proteção contra invasores, gerenciamento de segurança e serviços de identidade. Na opinião do executivo, a colaboração entre firewalls e ferramentas de proteção contra intrusos, e entre VPNs (Virtual Private Network) é essencial para a troca de informações e funcionamento do sistema.
Quanto a aliança, Gonzáles acrescenta que ela faz parte do Network Admission Control, onde as quatro empresas se uniram para proteger redes contra vírus e worms, como o MSBlas e o Slammer. “Boa parte das contaminações à redes corporativas são causadas por usuários que têm acesso remoto”, destaca. Com esse projeto, previsto para estar concluído até a metade de 2004, a rede será capaz de habilitar o acesso, caso o computador do usuário não esteja com o antivírus totalmente atualizado, o que padroniza os PCs que podem entrar na rede.
Hoje, a Cisco mundial chega a ser líder em firewall e VPN, com 43% de market share, e uma das expectativas é atingir esse resultado na América Latina. E a meta é crescer entre 30% e 35% na região, a companhia ampliou o programa de certificação para o canal – que hoje chega a 23 certificados em segurança no Brasil. “Segurança, ao lado de telefonia IP, storage, optical, wireless e consumer, é nossa prioridade, um de nosso seis pilares, onde pretendemos investir muito na área”, conclui.
