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Samsung Nexus S II: um computador que (também) fala

O computador

Portanto, o Samsung Nexus S, mais que um telefone, é também (ou, talvez, principalmente) um computador.

E não é um computador qualquer. Dentro daquele minúsculo invólucro há mais capacidade de processamento que havia em meu primeiro PC. E muito mais do que em alguns computadores de grande porte (“mainframes“) usados pelas corporações há três décadas.

Senão vejamos.

Apesar de medir apenas 12,4 cm x 6,3 cm x 1,1 cm e pesar não mais que 129 gramas, o Samsung Nexus S vem equipado com um processador ARM Cortex A-8 de 1 GHz, capaz de multitarefa e controlado por um “chipset” Hummingbird . Tem memória principal com uma capacidade mais de mil vezes maior que a de meu primeiro PC (512 MB de RAM) e uma capacidade infinitamente maior de memória secundária (meu PC não tinha disco rígido): 16 GB de capacidade de armazenamento de massa na forma de um cartão de memória tipo SD interno (mas lamentavelmente não oferece a possibilidade de se agregar um segundo cartão de memória removível tipo SD).

Seguindo a tendência moderna dos computadores de última geração, o Nexus S dispõe de uma Unidade de Processamento Gráfico (em inglês, GPU, de “Graphics Processing Unit“) PowerVR SGX540 dedicada. E o Android “Gingerbread” tira todo proveito dela, o que explica seu excelente desempenho ao exibir vídeo e animações.

Mas apenas conhecer estas especificações não basta. O que de fato interessa é saber como se comporta ele frente à concorrência.

Pois ao que parece e no que diz respeito a desempenho computacional, o Samsung Nexus S (pelo menos por enquanto) é o campeão entre seus pares. Pelo menos esta é a conclusão que se pode derivar dos testes realizados pela Cnet Austrália, onde ele foi lançado recentemente. Neles, o Nexus S mostrou o melhor desempenho na comparação com as estrelas da concorrência: o Mozart HTC, o Motorola Defy e, vejam vocês, deu banho até mesmo no badalado iPhone 4.

A bateria no Nexus S é do tipo íon de Lítio, 1500 mA, cuja carga, segundo as especificações do fabricante, dura 713 horas (isto mesmo, quase um mês) caso o aparelho não seja usado (ou seja, ligado, mas mantido sempre em “stand by“) e o acesso ao 3G esteja desabilitado. E 428 horas, ou 17 dias, com o 3G habilitado. No outro extremo, ou seja, mantendo uma conexão ininterrupta (“talk time“), a bateria aguenta 14 horas em 2G e 6h40min em 3G (no teste da Cnet aguentou oito horas em uma conexão ininterrupta 3G). Mas como a utilidade de um aparelho que permaneça indefinidamente apenas em “stand by” é limitada e não sendo habitual manter-se uma conversa ininterrupta assim tão longa, o que interessa é quanto tempo a carga dura naquilo que se pode chamar de “uso normal”. O problema é que seu uso normal dificilmente será igual ao meu. Mas no que me diz respeito, com o 3G habilitado a maior parte do tempo, usando serviços e recebendo ou fazendo ligações telefônicas eventuais, ainda não precisei recarregar o aparelho mais de uma vez por dia. Ou seja: em meu “uso normal”, a carga dura mais de 24 horas. Mais uma proeza do “Gingerbread”, que fez maravilhas no que toca à otimização do uso de energia.

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