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Ricardo Gomes apresenta seu modelo de compartilhamento

Seguindo tendências de companhias que formam suas holdings, o Grupo Camargo Corrêa possui um CIO responsável por cada uma das organizações integrantes. Mais que isso, conta com um Centro de Soluções Compartilhadas (CSC), responsável por partilhar atividades desde 1997, com a implantação do SAP. Dois anos mais tarde, esse centro resultou na criação de uma unidade independente, a CSC Camargo Corrêa, capaz de oferecer serviços em dez áreas, da contabilidade à tecnologia da informação, da jurídica à administração geral, de suprimentos à saúde e qualidade de vida.

Grande parte desse sucesso e capacidade de apoio do CSC se deve à forte gestão imposta por Ricardo Gomes de Castro, que assumiu como CIO do centro há sete anos. Destaque em Maturidade dos Processos de TI do prêmio Executivos de TI do Ano, o responsável por comandar um time composto por 130 pessoas confirma que compartilhar atividades de apoio à gestão traz vantagens competitivas como: ganhos de escala, padronização de procedimentos, maior segurança e confiabilidade das informações e redução de riscos de interrupção das operações.

Castro acredita ainda que além de todas as vantagens citadas, outro importante benefício desse modelo é liberar diretores e executivos das empresas do grupo para concentrar esforços e atenção na busca de resultados.

?O centro presta serviço de TI para todas as empresas do Camargo Corrêa, sendo que cada uma tem diferentes negócios e busca seus resultados de maneira independente. Assim, elas são livres para decidirem por usar ou não os nossos serviços de acordo com suas necessidades e com foco nos benefícios, seja em custo ou qualidade?, diz.

A proximidade do departamento de TI das empresas do grupo com a eficiência operacional da gestão de Castro permite que os líderes de cada companhia optem ou não pela contratação do CSC para solucionar questões de infraestrutura, por exemplo. ?Temos servidores no ar tanto para companhia Alpargatas ou (para a área de) cimentos, por exemplo. Independentemente da área o site tem que ficar no ar. Nós, como prestadores de serviços operacionais de infraestrutura ou de sistemas para as áreas de TI do grupo, devemos conhecer o negócio que a TI pode gerar, levar inovação para tratar cada vez mais com diferenciação os negócios de cada uma delas?, avalia.

Castro faz questão de que um acordo formal seja estabelecido entre as partes em toda prestação de serviço junto com um escopo detalhado do processo a ser seguido e um mecanismo de cobrança. Ao longo do mês é feita uma gestão de indicadores que, consequentemente, gerará um relatório executivo para avaliar o desempenho da equipe e a gestão de incidentes e de mudanças por meio do modelo ITIL.

Após o resultado do balanço, o executivo é responsável por definir que tipo de ação colocar em prática, que pode ser desde o envio de um SMS à montagem de uma sala de incidentes.

?Toda empresa que tem operação muito forte tem que ter qualidade mestre. Para isso, é preciso trabalhar para acertar na primeira vez, assim, você não desperdiçará tempo nem custo com reparos de erros?, sugere Castro.
Para o executivo, entender o cliente e seus valores é um desafio para se alcançar a qualidade sugerida. ?Além disso, propor a fazer com excelência operacional o seu trabalho e se colocar no lugar do cliente são pontos que devem ser vistos como prioridades, apesar de desafiadores.?

Como ficou a categoria:
1º Ricardo Castro, CSC Camargo Corrêa
2º Roberto Currais, Grupo Energisa
3º Cícero Calvi Júnior, Elektro Eletr. e Serviços

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