Documento conjunto defende desenvolvimento de modelos abertos com mecanismos de segurança e marca raro alinhamento entre as duas potências sobre IA
Os Estados Unidos e a China apoiaram conjuntamente o desenvolvimento de inteligência artificial de código aberto durante uma reunião ministerial da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Chengdu, na China. A declaração, assinada pelos 21 integrantes do bloco, defende que modelos abertos sejam desenvolvidos com mecanismos robustos de segurança e governança, em um raro consenso entre as duas maiores potências tecnológicas do mundo sobre o futuro da IA.
Segundo a CNBC, o documento reconhece que tecnologias de código aberto podem ampliar a inovação, reduzir custos de desenvolvimento e facilitar o acesso à inteligência artificial por governos, empresas e pesquisadores. Ao mesmo tempo, os países concordaram que esses sistemas devem incorporar medidas de proteção capazes de reduzir riscos relacionados à segurança cibernética, uso indevido e confiabilidade dos modelos.
O acordo ocorre em um momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pela liderança global em inteligência artificial. Apesar das restrições comerciais impostas por Washington ao acesso chinês a chips avançados e das acusações envolvendo propriedade intelectual de modelos de IA, os dois países encontraram um ponto de convergência na necessidade de estabelecer princípios mínimos para o desenvolvimento responsável de tecnologias abertas.
A declaração também representa um avanço nas discussões multilaterais sobre governança da IA. Embora não estabeleça regras obrigatórias, o texto sinaliza apoio ao compartilhamento de conhecimento, ao fortalecimento da interoperabilidade entre economias da região e à adoção de práticas comuns para o desenvolvimento seguro de modelos abertos.
A defesa do código aberto está alinhada à estratégia adotada pela China nos últimos meses para ampliar sua influência internacional em inteligência artificial. O governo chinês tem promovido modelos abertos como alternativa às plataformas fechadas desenvolvidas por empresas norte-americanas, além de incentivar cooperação tecnológica com países emergentes e economias do Sul Global.
Na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), realizada em Xangai na semana passada, o presidente Xi Jinping afirmou que a China pretende ampliar a colaboração internacional em IA, estimular projetos de código aberto e oferecer programas de capacitação para países em desenvolvimento. Segundo autoridades chinesas, a estratégia busca reduzir desigualdades no acesso à tecnologia e construir um modelo de governança mais colaborativo.
O apoio ao código aberto também ocorre em meio ao crescimento da adoção de modelos chineses por empresas ao redor do mundo. Soluções desenvolvidas por laboratórios como DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba e Z.ai têm conquistado espaço por oferecer desempenho competitivo a custos inferiores aos de modelos proprietários, ampliando a concorrência no mercado global de IA.
Para especialistas ouvidos pela CNBC, o consenso alcançado na APEC demonstra que, apesar da rivalidade geopolítica e comercial, há interesse comum em estabelecer diretrizes para tecnologias que já exercem impacto sobre inovação, produtividade e competitividade econômica. O documento não altera as políticas nacionais de exportação ou de controle tecnológico, mas reforça a percepção de que a cooperação internacional continuará sendo necessária em temas como segurança, interoperabilidade e padrões técnicos para inteligência artificial.
Os Estados Unidos e a China apoiaram conjuntamente o desenvolvimento de inteligência artificial de código aberto durante uma reunião ministerial da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Chengdu, na China. A declaração, assinada pelos 21 integrantes do bloco, defende que modelos abertos sejam desenvolvidos com mecanismos robustos de segurança e governança, em um raro consenso entre as duas maiores potências tecnológicas do mundo sobre o futuro da IA.
Segundo a CNBC, o documento reconhece que tecnologias de código aberto podem ampliar a inovação, reduzir custos de desenvolvimento e facilitar o acesso à inteligência artificial por governos, empresas e pesquisadores. Ao mesmo tempo, os países concordaram que esses sistemas devem incorporar medidas de proteção capazes de reduzir riscos relacionados à segurança cibernética, uso indevido e confiabilidade dos modelos.
O acordo ocorre em um momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pela liderança global em inteligência artificial. Apesar das restrições comerciais impostas por Washington ao acesso chinês a chips avançados e das acusações envolvendo propriedade intelectual de modelos de IA, os dois países encontraram um ponto de convergência na necessidade de estabelecer princípios mínimos para o desenvolvimento responsável de tecnologias abertas.
A declaração também representa um avanço nas discussões multilaterais sobre governança da IA. Embora não estabeleça regras obrigatórias, o texto sinaliza apoio ao compartilhamento de conhecimento, ao fortalecimento da interoperabilidade entre economias da região e à adoção de práticas comuns para o desenvolvimento seguro de modelos abertos.
A defesa do código aberto está alinhada à estratégia adotada pela China nos últimos meses para ampliar sua influência internacional em inteligência artificial. O governo chinês tem promovido modelos abertos como alternativa às plataformas fechadas desenvolvidas por empresas norte-americanas, além de incentivar cooperação tecnológica com países emergentes e economias do Sul Global.
Na abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC), realizada em Xangai na semana passada, o presidente Xi Jinping afirmou que a China pretende ampliar a colaboração internacional em IA, estimular projetos de código aberto e oferecer programas de capacitação para países em desenvolvimento. Segundo autoridades chinesas, a estratégia busca reduzir desigualdades no acesso à tecnologia e construir um modelo de governança mais colaborativo.
O apoio ao código aberto também ocorre em meio ao crescimento da adoção de modelos chineses por empresas ao redor do mundo. Soluções desenvolvidas por laboratórios como DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba e Z.ai têm conquistado espaço por oferecer desempenho competitivo a custos inferiores aos de modelos proprietários, ampliando a concorrência no mercado global de IA.
Para especialistas ouvidos pela CNBC, o consenso alcançado na APEC demonstra que, apesar da rivalidade geopolítica e comercial, há interesse comum em estabelecer diretrizes para tecnologias que já exercem impacto sobre inovação, produtividade e competitividade econômica. O documento não altera as políticas nacionais de exportação ou de controle tecnológico, mas reforça a percepção de que a cooperação internacional continuará sendo necessária em temas como segurança, interoperabilidade e padrões técnicos para inteligência artificial.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!
Redação
3 horas atrás
Redação
4 horas atrás
Redação
4 horas atrás
Bella Winckler Matrone
5 horas atrás