Quem deve ser o dono da gestão de mudança em projetos de TI?

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11:41 am - 22 de julho de 2015
Projetos em TI acontecem com frequência, não é novidade. Afinal, a área ganhou status de aliada dos negócios e seu trabalho tem sido cada vez mais demandado e valorizado, especialmente em tempos de busca de redução de custos e eficiência. Mas se TI e negócios estão cada vez mais entrelaçados, quem deve fazer a gestão de mudança em projetos de tecnologia da informação? Quem deve ser, afinal, o ‘pai da criança’?

A resposta não é unânime e varia de empresa para empresa. “Em alguns lugares é o PMO corporativo, em outros o RH. Para algumas ainda é a TI ou a área de planejamento estratégico”, conta Lyrian Faria, sócia-diretora da Dynamica Consultoria, especializada na gestão de mudanças organizacionais. 

Segundo ela, independentemente da área que ficará responsável – uma decisão que tem de ser avaliada por cada companhia – a gestão de mudança organizacional é positiva, já que todo projeto tem impactos importantes em toda a empresa. “Sabemos que toda transformação gera alterações em processos e cultura. É como a vida: existe uma curva de adaptação e sem liderança não há transformação organizacional sustentável”, observa.

Depois de ter estabelecido uma liderança, o próximo passo, afirma Agostino Carletti, diretor-executivo da Dynamica Consultoria, é entender o objetivo de negócios da mudança. “Todo projeto de TI tem um objetivo de negócios e é nesse ponto que está o coração da gestão”, assinala. Perguntas como “o que esse projeto significa para a empresa?”, “como ele está relacionado com a estratégia e a cultura da companhia?”, “como a alta administração enxerga essa mudança?” cabem aqui para levantar essa questão.

As respostas a essas e outras perguntas geram um diagnóstico criado pela Dynamica Consultoria que consegue, assim, estabelecer um norte para as táticas e as ações, sejam ela de comunicação ou outras, para mitigar os impactos da mudança e torná-la mais tranquila para os envolvidos. “O erro mais comum nesse processo é a empresa não entender o que mudou no modelo de gestão ou deixar a alteração centralizada em apenas uma área, formando silos”, diz Carletti, alertando sobre a necessidade de consumir bastante tempo na fase “transmitir”.

Feito isso, é preciso sustentar a mudança, alertam os executivos. “Não adianta cuidar das etapas anteriores e não manter viva a mudança. Por isso, investimos em educação e capacitação para torná-la sustentável”, explica Lyrian, que já acompanhou de perto mais de 70 projetos de gestão de mudança organizacional em seus oito anos na Dynamica Consultoria. 

Para Lyrian, todo projeto tem uma lição aprendida e é com base nesse conhecimento que ela e sua equipe de mais de 30 pessoas, em São Paulo e em Porto Alegre, aplicam as melhores práticas do mercado a cada desafio. “A preocupação com o tema tem crescido e as empresas já estão percebendo que ele deve ser abraçada por toda a companhia e não apenas pela TI”, assinala, acrescentando o fim do projeto significa apenas o início da gestão da mudança. 

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