Quatro previsões de TI para 2013

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8:38 am - 06 de fevereiro de 2013

Os meses de dezembro e janeiro são repletos de projeções. Numa mesma semana, recebemos na redação de InformationWeek Brasil diversos artigos com previsões para o ano de 2013, assim como vários foram os blogs com seus pontos de vista. Com esse amontoado de informações, somando algum material que já contávamos online, compilamos um único texto, mesclando, quando necessário, alguns pontos de vista. No geral, tudo acaba em torno das quatro macrotendências que tomaram conta de 2012 (mobilidade, big data, social business e cloud computing), veja o resultado:

Computação em nuvem: dessa vez vai ? Se depender das projeções de alguns fabricantes e consultorias, os projetos de cloud computing vão decolar em 2013. De acordo com a NetApp, a nova realidade de restrições nos orçamentos de TI vai aumentar o uso de serviços em nuvem, sendo que mais de 30% das organizações irão mover pelo menos uma de suas aplicações corporativas para esta modalidade.

Para a Dell, o tema começa a ganhar força entre as companhias de médio porte. Luis Gonçalves, diretor de vendas para o mercado de médias empresas da fabricante na América Latina, afirma em relatório da fabricante que essa tendência se justifica pelo fato de que, cada vez mais, as médias empresas percebem que as soluções e serviços na nuvem são a única forma de elas acessarem, por um custo adequado, o que há de mais avançado em termos de tecnologias e, assim, garantirem o crescimento e a competitividade dos negócios.

A CA Technologies, por sua vez, acredita que a adoção de nuvem pública irá alavancar. ?As empresas adotarão os serviços de nuvem pública estimuladas pela expansão das ofertas feitas pelos provedores de serviços?, afirma a fabricante em comunicado. A indústria vertical, como a área de saúde, guiará essa tendência, consciente do seu impacto na segurança, do valor dos serviços em nuvem para as comunidades especializadas e da capacidade de lidar com as regulamentações enquanto reduz custos, acrescenta a companhia.

A IDC também faz parte desse pacote de confiança em relação à computação em nuvem em 2013. ?Esse crescimento da computação em nuvem acontecerá, primordialmente, no setor corporativo (já que foram os primeiros a migrar). Mas para os próximos três ou cinco anos, passaremos a ver uma aceleração considerada dos negócios com empresas de médio porte, principalmente, na medida em que inibidores (segurança, disponibilidade, entre outros) são superados no modelo de oferta dos provedores de mercado?, afirmou, em e-mail à InformationWeek Brasil, o gerente da prática de software corporativo da consultoria para a América Latina, César Alberto Longa.

Big Data: passos mais certeiros ? O tema favorito de 2012 ainda estará na pauta de 2013, mas com passos mais conscientes. Mike Gualtirei, analista da Forrester, afirma, em seu blog, que as empresas começaram a entender que Big Data significa todos os dados criados e armazenados por elas. ?Muitas pensam que Big Data é apenas o armazenamento em Hadoop. Isso não é verdade. O grande fluxo de dados não é definido por como é armazenado. Eles podem e continuarão morando em todas as infraestruturas de dados, incluindo os data warehouses, aplicações de bancos de dados, sistemas de arquivos, armazenamento na nuvem, Hadoop e outros?, explica.

Já o Gartner afirma que, neste ano, Big Data significará tudo relacionado às iniciativas sociais. ?O conceito de único data warehouse corporativo está morto. Os múltiplos sistemas devem ser amarrados juntos?, afirma a consultoria. ?Nuvem, análises e Big Data vão acelerar em 2013 e 2014.?

Siddharth Taparia, diretor de estratégia de portfólio e marketing da SAP, afirmou em recente artigo que Big Data mudará sensivelmente cinco ações nas vidas corporativas: ?Como gastamos, selecionamos, analisamos, nos mantemos saudáveis e mantemos (ou perdemos) nossa privacidade.?

Business Analytics e Business Intelligence ? Ok, já temos todo o legado de dados unidos e amarrados em um único lugar. E agora? Esta é a pergunta de um milhão de dólares. Para quase todas as consultorias do mercado de TI, falta inteligência às análises de Big Data, e em 2013 haverá um estreitamento entre essas tendências que apenas juntas chegam a um resultado real.

Daniel Backhaus, CMO da Infuz, escreveu em seu blog que essas duas tecnologias terão efeito muito abrangente em diversas áreas de negócios, mas que marketing ? principalmente digital ? será a área que mais sentirá o grande impacto dessa inteligência aplicada. ?Em vez de temer, os profissionais de marketing deveriam receber muito bem essas tendências, embora muitos parecem estar mal preparados para aceitar o desafio. Os gastos de marketing em canais digitais continuarão a crescer rapidamente, acima da média de outros setores?, afirma.

De acordo com o Gartner, em 2013, 33% das funcionalidades de BI serão consumidas por meio de dispositivos como smartphones e tablets. Também neste ano, 15% das implementações de BI serão combinadas com softwares de colaboração e sociais dentro dos ambientes de tomadas de decisões.

Social Business e colaboração ? Debra Louison Lavoy, diretora de marketing de produto para mídias sociais e digitais da Open Text, afirma que as iniciativas sociais irão crescer a ponto de incluir times, projetos e processos dentro do modelo. ?Projetos são inerentemente sociais. Alguns fornecedores de social business começaram a descobrir isso, mas as soluções atuais ainda são muito carentes. O gerenciamento de projetos ainda está fadado ao alinhamento que conta com um gestor empurrando gráficos de ganhos e organizando reuniões sem sentido. Essa tortura, quando executada com competência, ajuda a manter os projetos na pista, mas o nível de esforço envolvido é muito significativo e raramente acaba bem.?

São as tecnologias de cunho colaborativo e social que irão entregar melhores experiências para os clientes, seja por meio do Twitter ou por uma plataforma dedicada a ?ouvir? o consumidor. Embora acredite numa caminhada mais forte neste sentido em 2013, o Gartner afirma que apenas em 2015 as coisas estarão em ordem. ?As empresas precisam reparar que as iniciativas sociais são diferentes das tecnologias implantadas anteriormente?, afirma, em comunicado, Carol Rozwell, vice-presidente e analista distinta do Gartner. ?Os rollouts de tecnologias tradicionais, como ERP ou CRM, estão enfrentando o paradigma do ?empurrão?. Os colaboradores foram treinados para um aplicativo, então esperam utilizá-lo. Já as iniciativas sociais requerem uma abordagem de proximidade, que, ao mesmo tempo, engaje os colaboradores e oferte uma significante melhora na forma de efetuar o trabalho diário.?

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