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“Quanto mais você ignorar a automação, menos vai fazer par com ela”, alerta futurista

A primeira coisa a fazer se você quer entender o futuro da sua carreira, em meio a um processo acelerado de automação das funções, é saber diferenciar emprego de trabalho. A dica vem da palestrante futurista Beia Carvalho, que alerta: “tudo indica que as coisas serão cada vez mais automatizadas e robotizadas. Emprego bom, aquele com décimo terceiro e férias, não vai ter, mas trabalho vai ter muito”.

 

Recentes altas no nível de desemprego, segundo ela, ajudaram as pessoas a entenderem a diferença entre emprego e trabalho no Brasil. Afinal, temos mais de 12 milhões de pessoas sem emprego no país, mas isso não significa que elas estão sem trabalho, ou seja, sem uma ocupação, um bico, uma função sem carteira assinada.

 

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Entendeu a diferença? Calma que este é só o primeiro passo. Agora vem a parte mais difícil, que é reconhecer o quanto a tecnologia vem mudando o cenário de trabalho. “Quanto mais você ignora a automação, menos vai fazer par com ela”, diz a especialista. “Se você se esquiva de aprender e de ser curioso sobre isso, está fazendo seu caminho de exclusão. O mundo cada vez mais vai ter mais tecnologia, e o quanto vai ter, ninguém sabe”, avalia.

 

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Soft skills 

Segundo a futurista, tudo que é novo ou diferente é extremamente ameaçador e, nesse caso, estamos tendo que lidar com o novo e o diferente ao mesmo tempo em um processo acelerado de automação. “Estamos fora da zona de conforto, temos que estudar e aprender, e talvez tenhamos que fazer isso sozinho”, diz. “Quando você começa a fazer dupla com a máquina e interagir, começa a ter novas ideias. O crescimento da importância do homem nesse novo século tem a ver com ele se engajar com a máquina”, afirma.

 

A ex-publicitária de 65 anos, premiada com quatro Leões em Cannes, há 10 anos deixou a sociedade em agências de propaganda no país e no exterior para provocar reflexões e falar sobre o futuro em workshops e grandes eventos de negócios e recursos humanos. A especialista ressalta que, diante desse cenário de ascensão da tecnologia e automação acelerada no futuro do trabalho, as habilidades humanas crescem em importância. O pensamento crítico é uma dessas soft skills que passam a ser mais relevantes.

 

“Os mais velhos acham que ainda é melhor fazer seu trabalho ao invés de dar seu palpite, mas cada vez mais é preciso ter essa habilidade”, diz. Aprender sobre o ser humano também é essencial. Empatia, colaboração e engajamento serão imprescindíveis no futuro do trabalho, em um mundo complexo no qual não será possível fazer nada sozinho.

 

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