Suas práticas corporativas afastam ou engajam seus clientes?

A grande maioria dos clientes e consumidores cobra das empresas políticas claras de inclusão da força de trabalho com a tecnologia. Como está a sua?

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2:19 pm - 02 de dezembro de 2019

Quando se trata de medir a relação do consumidor com as marcas, a ética corporativa e suas práticas influem no resultado dos negócios. E não estamos mais falando de relação de negócios ou tratamento dos dados pessoais. São os valores e princípios corporativos que agora pesam no fiel da balança e na decisão de comprar ou não de uma empresa. Entre eles, políticas inclusivas, que garantem direitos iguais para todos, estão em primeiro lugar.

 

No estudo State of the Connected Customer 2019, da Salesforce, por exemplo, dois terços (68%) dos consumidores se recusariam a comprar de empresas com princípios éticos pobres. Um dos aspectos a serem avaliados é a forma como a tecnologia é usada de forma ética para distribuir benefícios entre as pessoas. A Quarta Revolução Industrial oferece mais oportunidades de emprego, mas também usa a automação para assumir postos antes ocupados por pessoas.

 

“A tecnologia de fato criou empregos. Esses empregos mudaram ao longo do tempo, o que acaba sendo um desafio totalmente novo com que temos que lidar em termos de reeducar a força de trabalho e a gestão da força de trabalho para as implicações da tecnologia, mas eu acredito que estamos em um cenário homem/mulher ‘E’ a máquina, e não ‘OU’ a máquina”, declarou Keith Block, co-CEO da Salesforce durante sua apresentação no Dreamforce 2019, evento da Salesforce realizado em San Francisco em novembro.

 

Como sua empresa está preparando programas de capacitação de profissionais e que políticas inclusivas estão em atividade influenciam o jeito como a marca é percebida pelos consumidores. Mais da metade dos consumidores (55%) ouvidos se preocupa com a oferta de oportunidades iguais a todos os grupos de profissionais e disseram que não comprariam de empresas que não valorizam a igualdade.

 

Um dado importante é que os consumidores não eximem as empresas da responsabilidade sobre o tema da igualdade. A grande maioria (88%) dos clientes acredita que as empresas são responsáveis por assegurar o uso ético da tecnologia. E mais de dois terços (67%) dos entrevistados acreditam que a tecnologia vai abrir oportunidades para mais pessoas. Portanto, 77% dos entrevistados acreditam que as companhias são igualmente responsáveis por garantir acesso igualitário às oportunidades abertas pelas novas tecnologias.

 

Quando ouvidos sobre o tema da igualdade de acesso e direitos, os itens mais bem avaliados pelos consumidores são:

 

  • 76% querem companhias que defendem direitos iguais para todos;
  • 71% esperam que as empresas divulguem claramente sua posição sobre direitos iguais;
  • 73% disseram ser mais leais a empresas que valorizam a igualdade.

 

Impacto social global

 

Um outro estudo elaborado pela Salesforce – Ethical Leadership and Business (Liderança Ética e Negócios) – e divulgado em fevereiro de 2019, ouviu mais de 2,4 mil consumidores no mundo todo e identificou que as expectativas da responsabilidade social corporativa continuam crescendo.  A maioria (93%) disso que as empresas precisam olhar para além dos lucros e causar um impacto positivo no mundo (13 pontos percentuais acima do resultado do mesmo estudo em 2016). E 90% dos entrevistados disseram que as empresas são responsáveis por melhorar o estado atual do planeta, combinando a transformação tecnológica com sua responsabilidade social.

 

A expectativa dos consumidores sobre o papel ativo das empresas na transformação global e a necessidade das empresas de abraçar essa responsabilidade foram temas presentes no Dreamforce 2019, “Se a indústria de tecnologia tem liberdade para inovar, ela também tem responsabilidade de criar. Criar caminhos para novas profissões, caminhos para incluir todos, caminhos que sejam igualitários e acessíveis, porque é responsabilidade de todos ampliar essas competências que faltam”, disse Leah McGowen-Hare, vice-presidente de evangelismo do Trailhead da Salesforce.