Redes corporativas ditarão a digitalização de negócios

As novas demandas exigem conectividade mais eficiente e segura, em um cenário onde o uso intensivo de dados é prioridade

12:00 pm - 11 de novembro de 2024
Imagem: Divulgação

As redes corporativas estão passando por uma transformação essencial para a digitalização das empresas. As novas demandas exigem conectividade mais eficiente e segura, em um cenário onde o uso intensivo de dados é prioridade. Essa transição envolve tecnologias avançadas, como redes 5G, SD-WAN e cloud computing, além de mudanças no gerenciamento de infraestrutura.

O papel das redes corporativas é garantir que as operações se mantenham estáveis e resilientes, enquanto suportam o aumento do tráfego de dados gerado pela digitalização de processos. Além disso, a segurança cibernética ganhou protagonismo, com as empresas buscando formas mais robustas de proteger seus ativos.

A migração para tecnologias mais flexíveis e escaláveis, como o SD-WAN, está no centro dessa transformação. O SD-WAN permite o gerenciamento eficiente de múltiplas conexões, priorizando aplicações críticas e melhorando a experiência dos usuários. Com isso, as redes corporativas se tornam mais dinâmicas e preparadas para lidar com as demandas do futuro.

As empresas que adotam redes de nova geração conseguem se adaptar mais rapidamente às mudanças do mercado, além de suportar a adoção de tecnologias emergentes. Redes 5G, por exemplo, permitem latência reduzida e maior capacidade de conexão, o que abre caminho para soluções como IoT e inteligência artificial.

O 5G também traz novas possibilidades para as redes corporativas, principalmente em setores como manufatura, saúde e transporte. A alta capacidade e a baixa latência dessas redes permitem automação avançada e controle remoto de equipamentos, viabilizando processos mais inteligentes e eficientes.

 

Redes corporativas preparando o futuro

 

Segundo Alexandre Gomes, diretor de Marketing da Embratel, esse cenário explica porquê o sucesso da digitalização de negócios depende diretamente da performance e da confiabilidade das redes corporativas. “Não basta digitalizar os processos sem investir em uma infraestrutura de conectividade capaz de suportar o crescimento e a complexidade das operações”, disse.

Ainda de acordo com Gomes, já é possível projetar os desenhos de redes autônomas olhando para o futuro. No entanto, ele pondera que muito ainda está por vir e por isso é importante prezar pela flexibilidade das infraestruturas de redes corporativas.

A partir do que se tem agora, o executivo da Embratel resume que é possível saber que haverá um movimento de transição, já sinalizado com a entregas das redes por serviço. Esse conceito envolve as redes flexíveis, administradas com segurança e negociadas por consumo. O executivo reforça que essa transição está em andamento, e deverá levar um tempo até que se conheça o desenho final que vai permitir a conexão entre a infraestrutura atual e a do futuro.

As soluções em cloud computing, integradas às redes corporativas, desempenham um papel estratégico nesse caminho, na medida em que a cloud facilita o acesso a recursos computacionais de forma ágil e econômica. A combinação de cloud e SD-WAN, por exemplo, permite que empresas escalem seus sistemas sem comprometer a segurança ou a performance. “Investir em uma rede resiliente é fundamental para garantir a continuidade dos negócios e a competitividade no mercado”, reforça um especialista da Embratel, segundo o qual.

O gerenciamento proativo, com uso de ferramentas de automação, tem sido uma solução adotada para essa resiliência, com uso de ferramentas que permitem que as redes corporativas sejam monitoradas em tempo real, prevenindo falhas e garantindo a qualidade do serviço.

A cibersegurança é outro pilar dessa transformação, à medida que os dados se tornam o centro das operações, é preciso proteger as redes contra ameaças cibernéticas. Nesse aspecto, a inteligência artificial e o machine learning podem ajudar na identificação e mitigação de riscos em tempo real.

O futuro da digitalização, portanto, depende da capacidade das empresas de construírem infraestruturas de redes robustas e preparadas para as inovações. Isto indica que as redes corporativas serão cada vez mais estratégicas na preparação para o futuro digital e as empresas que investirem em conectividade de ponta estarão à frente na corrida pela inovação, enquanto redes defasadas podem se tornar um obstáculo ao progresso.