Perda de dados é grande ameaça nas empresas

Preocupadas em manter suas redes a salvo de ataques virtuais vindos de fora de seus escritórios, as empresas americanas ainda deixam uma grande porta aberta para a perda de informações por meio de seus funcionários. É o que revela uma pesquisa da empresa de antivírus McAfee, que ouviu 300 profissionais de empresas com mais de 200 funcionários.Apesar de 84% dos entrevistados afirmarem que a empresa onde trabalham possui uma política de segurança da informação, ela nem sempre é cumprida. Cerca de 21% dos profissionais, por exemplo, admitiram deixar documentos confidenciais ou reservados na bandeja de saída da impressora, e 22% afirmaram, afirmaram que, às vezes, emprestam aos colegas dispositivos portáteis em que armazenam documentos de trabalho.Entre os dispositivos mais usados estão laptops (41%), memórias USB (22%) e CD-ROMs (13%), por onde quase quatro entre dez entrevistados (38%) retiram até dez documentos do escritório a cada semana.?O direito de acessar a informação não garante que o funcionário possa levá-la para fora da empresa?, comenta José Antunes, gerente de engenharia de sistemas da McAfee. Segundo ele, os problemas destacados na pesquisa americana podem ser trazidos para a realidade brasileira, com a diferença que por aqui, as empresas não precisam reportar a ninguém a perda de informações. ?Nos Estados Unidos, não comunicar pode custar mais caro que comunicar a perda, pois a empresa tem que assumir a responsabilidade pelo uso indevido das informações?, comenta.De acordo com a Privacy Rights Clearinghouse, organização que zela pela segurança das informações pessoais nos Estados Unidos, mais de 100 milhões de dados foram expostos desde fevereiro 2005. O FBI estima que, no ano passado, o custo total das perdas de informação foi de US$62,7 bilhões.
