Passo-a-passo: iniciando com UDDI

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9:42 pm - 23 de maio de 2011

Os primeiros passos do UDDI têm sido lentos. Isso se deve, pelo menos em parte, ao fato de que os Web services ainda estão em sua infância, portanto, um registro que controle esses serviços pode ser um pouco prematuro. Isso também ocorre porque as primeiras versões das especializações UDDI eram mais voltadas para a compatibilidade com grandes versões públicas duplicadas de um registro de UDDI.

Nesta semana, esse importante padrão deu dois passos à frente. A versão 3 da especificação foi publicada, com alguns importantes avanços tecnológicos para as empresas ( leia aquinotícia veiculada pelo IT Web). E o grupo UDDI.org, que cuida desse futuro padrão, delegou seu trabalho para o grupo OASIS, um importante ?ponto de referência? para um crescente número de padrões de Web services. Portanto, depois de um início lento, parece que esse é o momento de levar o UDDI a sério.

As etapas que as empresas devem realizar para darem os passos iniciais são agilizar a iniciativa sobre a especialização; resolver a dicotomia público/privativo; e aprimorar os servidores. O UDDI não causará um grande impacto em sua companhia da noite para o dia. Mas esse é o momento de avaliar seu potencial; primeiramente, como um habilitador para seus processos internos de Web services, e depois, como uma ferramenta mais dinâmica para divulgar e utilizar esses serviços.

Primeira etapa: agilize sua iniciativa sobre a especialização

A demora no início da implementação do UDDI tem sido tão grande, que as companhias podem ter resolvido ignorá-lo. O site UDDI.org ainda é o melhor lugar para iniciar. Nesse site, você encontrará cópias da especialização, documentos sobre sua utilização e uma lista dos comitês técnicos que estão supervisionando o desenvolvimento. A especialização UDDI é relativamente direta em termos de conceito, e se algo se torna confuso em sua execução, é por que a visão original não teve o sucesso esperado.

A tecnologia é uma das três principais especializações na maioria das discussões sobre Web services (as outras são SOAP, os mecanismos de RPC com base em XML para os serviços na Web; e WSDL, a linguagem de definição para especificar as interfaces com base em serviços). De sua parte, o UDDI é, toda ela, basicamente um registro de componente, habilitando os desenvolvedores a registrar as descrições de WSDL em um local centralizado que permitirá que outros programadores descubram dinamicamente e utilizem esses serviços.

Suficientemente simples. A especificação segue uma metáfora de agenda telefônica, com as Páginas Brancas e Páginas Amarelas utilizadas para registrar as empresas e seus produtos. As Páginas Verdes são o local onde é realizado o verdadeiro trabalho de registro de serviços na Web. E é também onde os desenvolvedores definem seus processos de negócios e registram as descrições em WSDL de seus serviços. O UDDI é integrado sobre XML e SOAP, acrescentando uma importante nova camada de funcionalidade à pilha básica de Web services.

Um documento da UDDI.org resume bem os objetivos do UDDI. “Com os recursos definidos pelo UDDI, um programa ou programador pode localizar informações sobre os serviços expostos por um parceiro, pode descobrir se um parceiro tem um serviço que seja compatível com suas tecnologias internas, e pode seguir links para as especificações destinadas a Web Servive, de modo que pode ser construída uma camada de integração que será compatível com um serviço dos parceiros”.

O outro aspecto que os desenvolvedores devem conhecer é que o protocolo UDDI está, atualmente, em sua terceira versão. A mais recente interação, que acabou de ser lançada nesta semana, inclui vários recursos novos que devem se mostrar atrativos para as empresas, declarou George Zigelow, da IBM, líder do grupo operacional que gerencia os registros públicos de UDDI.

Por exemplo, a versão 3 também tem segurança aperfeiçoada, incluindo compatibilidade com assinaturas digitais com base em XML. Isso deveria tornar mais interessante para as companhias publicarem interfaces para serviços de missão crítica na Web. A nova especificação também facilita encontrar serviços descritos utilizando WSDL (Web Services Description Language ou linguagem de descrição de serviços na Web).

Também importante para os usuários corporativos são os novos recursos que permitem ?pegar? registros de serviços na Web de um registro local e movê-los para outro registro público ou privado. Isso facilitará que as companhias iniciem suas atividades atrás da firewall e migrem para os serviços públicos, quando estiverem prontas, comentou Zigelow.

E essa é uma boa transição para nossa próxima etapa.

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