Parece ser o espirito empreendedor na sua empresa

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10:35 am - 29 de janeiro de 2014

Recentemente, uma amiga me contou como seu filho adolescente foi punido pela escola por agir como um empreendedor. Ele foi pego vendendo refrigerante diretamente de seu armário e enfraquecendo o serviço de refeições da escola. Por seus esforços, ele não só foi punido, como também teve de escrever 100 vezes ?Não irei lucrar com a sede dos outros? na lousa.

Ah, como o espirito da juventude pode ser tão facilmente desencorajado!

Este triste relato me fez pensar sobre a importância da aquisição, do desenvolvimento e da retenção de talento empreendedor ? especialmente por CIO e líderes de TI, cujas novas ordens são estimular inovação e fazer o negócio crescer. No entanto, não é tão fácil.

Já estamos cansados de ler sobre a severa escassez de talento em TI. O ingresso em cursos universitários de ciências da computação está baixo, enquanto a demanda por analistas de dados experientes, geeks de nuvem e ?rock stars? de web e mobilidade está crescendo. E o problema tende a piorar conforme CIOs são pressionados a acelerar inovação no negócio sem estourar o orçamento.

Ao mesmo tempo, o momento não é dos melhores para os jovens em busca de emprego. Eles herdaram a ressaca financeira das recentes calamidades econômicas e enfrentam um futuro incerto de trabalho. Porém, por outro lado, eles não têm outra opção além de aceitar o desafio e, consequentemente, se tornarem muito mais empreendedores. Isto, é claro, será abastecido pelo acesso à tecnologia e por uma absoluta realidade: Talvez eles tenham de criar seus próprios empregos.

Mas, em meio a toda estas trevas, existem estratégias de talento mais eficientes que os CIOs e líderes de TI podem implementar? Sim, porém não são tradicionais e exigem o acesso ao espirito empreendedor eterno, que talvez jamais chegue à lista ?oficial? de requerimento para equipe corporativa.

Para lidar com tal escassez de talento, alguns CIOs que conheço fizeram parcerias com instituições acadêmicas. Alguns participam até de programas de graduação e aprendizagem. Esta abordagem ?pegue-os enquanto jovens? pode ser aplaudida, mas, em minha opinião, nem sempre garante sucesso. Por quê? Bem, em primeiro lugar, muitos programas de graduação que observei deveriam ser chamados de ?destruidores de espírito?. Em vez de encorajar e estimular inovação, eles forçam os alunos a aceitarem longos programas corporativos de assimilação. Quando eles estão finalmente prontos para contribuir, são postos em cargos entediantes, já que a lógica é que todos começam de baixo, certo?

Em segundo lugar, os talentos de hoje não vêm de faculdades ou programas de MBA. Pelo contrário, o talento está cada vez mais jovem e mais diversificado. Por exemplo, existem, hoje, novas escolas, do tipo incubadora – The Incubator School, em Los Angeles, é uma delas -, que têm como missão cuidar e educar as equipes empreendedoras de amanhã. São locais onde alunos mais novos ? a partir da 6ª série ? recebem apoio e incentivo para transformar ideias em iniciativas reais de negócios (que, assim esperamos, sejam mais sustentáveis do que vender refrigerante no pátio do colégio).

Meu conselho para as empresas, portanto, é não se prenderem a práticas tradicionais de recrutamento e estratégias rígidas de assimilação. Abordagens mais bem sucedidas envolvem a compreensão da dinâmica do novo talento, o desenvolvimento de relacionamento com comunidades externas de recursos e a aceitação de que, em muitos casos, não é necessário contratar, mas fechar parcerias com comunidades de desenvolvimento externas, independentes e jovens.

Em muitos casos, o ritmo das exigências de desenvolvimento não pode ser atendido com a aquisição de talento interno. A TI está sob pressão para acelerar a entrega de aplicativos inovadores, mas para atender esta demanda, as empresas enfrentam um problema interno de suprimento. Parcerias com comunidades de desenvolvedores talentosos, porém independentes, não é uma ideia tão maluca quanto parece. Eles podem usar códigos que você não conhece, mas, quem se importa desde que sejam eficientes? Por exemplo, um amigo desenvolvedor é viciado em Xbox e ama Nirvana. Mas, gosto musical e vídeo games à parte, ele leva uma vida boa fazendo desenvolvimento para dispositivos móveis e recebendo em moeda estrangeira ? ele é um gênio, embora esteja no conforto do porão da casa dos pais.

Portanto, se, por exemplo, uma empresa quiser construir um ecossistema de serviço móvel ao redor de um produto, faz sentido fechar uma parceria e compensar desenvolvedores externos. O talento pode entregar o simples, porém convincente, como uma nova forma de visualizar informação, ou uma mistura inovadora de diversas fontes de dados.

O mais importante é desacelerar o pensamento insular e começar a implementar estratégias seguras e flexíveis, que conectem o valor de sua empresa com uma comunidade de desenvolvedores empreendedores. Isto poderia envolver a reformulação de plataformas de desenvolvimento ou a abertura de dados corporativos via APIs.

Mas isso é apenas o começo. Não espere que todos se juntem à sua equipe e entreguem diversos aplicativos novos e legais, a não ser que você facilite que desenvolvedores externos façam o que sabem fazer melhor: inovar. Para fazer com que sua empresa receba o espirito empreendedor, você precisa promover comunidades externas por meio de colaboração aberta, incentivos e encorajamento.

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