Para Oracle, big data é simplificação e compreensão do negócio do cliente

De todas as tendências faladas nos últimos tempos, nenhuma é tão complexa quanto o big data, pois realizar a análise de dados estruturados e não-estruturados para buscar uma maior efetivação de objetivos dentro das empresas de forma mais assertiva e direta não é um trabalho para várias mãos.
Porém as palavras chaves para o big data, assim como para a cloud computing, são simplificação e compreensão do cliente quanto ao próprio negócio. Essa é a visão de João dos Santos, diretor de vendas de sistemas da Oracle Brasil, responsável pelo controle do portfólio que contam com soluções como o Exadata, Exalogic, Exalytics, Database Appliance entre outras meninas dos olhos da fabricante.
O extenso território brasileiro representa uma gigantesca oportunidade para todos os players que estão no mercado de análise e estruturação de dados e, de acordo com o executivo, ?há espaço para todos?. ?Cada fabricante tem sua proposta de valor. A nossa é integrar sistemas entre hardware e software para ofertar uma base completa de soluções?, explica o executivo.
As desmistificações são várias quanto ao big data, que podem ser separadas em quatro tópicos:
– Para todas as empresas: ?Empresas que trabalham com grande volume de dados e tem a necessidade de compreender o que acontece quanto a sua marca ou informações que estão rodando na infraestrutura interna ou na rede devem investir em soluções que estruturem todo esse ecossistema?, afirma o executivo. No caso da Oracle, por exemplo, os Database Appliance, solução no formato ?pay-as-you-grow?, mira startups e conta a com escalabilidade da oferta.
– Venda consultiva: ?O cliente tem que entender a própria necessidade e ser assessorado para conseguir descer nas camadas de seu desafio, para saber que processos estarão envolvidos na adoção das soluções, de que forma os dados estão armazenados, para quem tais informações serão direcionados e, assim, chegar a uma melhor objetivação do mercado?, explica Santos.
– A informação pela informação: ?O dado por si só não diz nada, tem que saber interpretar. E isso não é só dos hardwares, mas a empresa tem que saber o que fazer com a informação que captar e como direcionar dentro de seu contexto de oferta?, comenta o diretor.
– Quanto e com que rapidez eu preciso dessa informação?: essa é a parte mais detalhista do projeto, pois é o papel mais que deve ser desempenhado pelo parceiro de negócios, uma vez que a implementação de soluções para big data levam um tempo considerável, e a velocidade para a captação de informações depende muito de como a implementação e a segmentação dos processos serão realizadas.
Dentro desse contexto consultivo e minimalista de comercialização, Santos diz que o papel principal do canal é estar além do conceito de especialização, mas sim assumir uma postura mais ?executora?, que envolve a certificação, experiência e projeção de negócios, para que o integrador seja parte do processo e essencial para o projeto e acompanhamento da oferta. ?E, também, Se a proposta das soluções para análise de grandes volumes de dados é simplificar, o canal tem que saber simplificar?, afirma.
Santos pontua que todos os segmentos de mercado têm, de fato, aderência a produtividade, redução de risco e simplificação da estrutura, e isso torna a oferta de big data ainda mais promissora. ?Alguns setores são mais latentes, claro, mas a resposta do mercado, como um todo, é bastante eficiente? afirma. ?Como eu disse, há espaço para todos. Estamos caminhando muito bem com nossa proposta de valor?.
Quanto a concorrência com IBM, SAP, Teradata entre outros, Santos afirma que prefere enxergar como benefício para o mercado como um todo. ?Com vários players dentro de um mesmo objetivo, o cliente consegue se beneficiar quanto aos preços e o desenvolvimento tecnológico cada vez mais competitivo?, ressalta, e, cutucando um pouco toda a concorrência, Santos afirma que ?a nossa proposta tem sido muito bem recebida, sendo que os concorrentes não fazem com tanta propriedade?.
