Para Intel, 2014 pode ser a virada dos all-in-ones

Os all-in-ones no formato que conhecemos atualmente estão no mercado há pelo menos cinco anos. No entanto, trata-se de um segmento que ainda não vingou completamente. As vendas não deslancharam como o desejado, embora o Brasil seja um dos maiores mercados de PCs do mundo. Mas, no que depender de fabricantes como a Intel, a grande virada deve vir a partir de 2014. Se no início essas máquinas eram, em sua maioria, importadas e com custo mais elevado, hoje chegou-se a uma equação mais viável à maioria da população.
“55% dos brasileiros procuram desktops para a família e acreditamos que o Brasil passou a acompanhar a tendência mundial do all-in-one, até pelos preços estarem mais acessíveis”, comentou Fernando Martins, presidente e diretor-geral da Intel Brasil, ao falar para jornalistas durante o Intel Press Summit.
E a aposta do executivo está fundamentada em outros números: em 2013, 41% dos computadores vendidos foram desktops e, para 2014, a Intel trabalha com uma previsão de venda de até três milhões de desktops. Mas o que faria uma pessoa optar por um all-in-one em detrimento de um laptop ou tablet, por exemplo? Para Martins, a experiência de uso e até novas capacidades que são adicionadas aos equipamentos como telas sensíveis ao toque e processadores mais potentes seriam bons motivadores.
O presidente da Intel compara essa nova geração de all-in-ones a um tablet gigante, que pode ser compartilhado pela família e até usado como televisão ou games coletivos. E esse foco no uso diversificado é ressaltado também por Antonio Rivera, engenheiro de aplicações da Intel. “Essa leva de all-in-one traz uma nova maneira de uso. As telas multitoques permitem que vários usuários interajam e isso abre novos mercados para essas máquinas.”
Compartilha de opinião similar Fernando Soares, gerente de consumo da HP no Brasil. O executivo, que aproveitou o evento para apresentar a nova linha HP Pavilion 14 (tela de 14”, novas cores, disponibilidade do Box, drive óptico, configurações com SSD e também com possibilidade de placa gráfica) e fazer demonstrações com o conversível HP Split X2, se mostrou bastante otimista com as futuras vendas de desktops e mesmo de ultrabooks e conversíveis, que, para maioria da população, ainda possuem preços elevados.
“Tem um barateamento no futuro, não apenas de all-in-one, e precisa se trabalhar nisso. Os primeiros conversíveis tinham preços bem altos e hoje estão entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, bem menos bem que há um ano. Em all-in-one vemos o mesmo comportamento, a nova linha vem com tela sensível ao toque e preço abaixo de R$ 2 mil, essa é a tendência natural”, expõe Soares.
Afora todas as possibilidades de vendas de all-in-one para usuários residenciais, seja como primeira máquina ou para reposição de computadores com mais de quatro anos de uso, Martins e Soares entendem também que existe ainda uma oportunidade para all-in-ones no segmento corporativo, seja para centrais de atendimento, estações de trabalhos fixas e até para escritórios de profissionais liberais que não necessitam da mobilidade de um laptop. Essa análise se baseia não apenas no barateamento dos equipamentos, mas na facilidade de instalação e no uso de menos cabeamentos, já que os acessórios podem ser sem fio.
*O jornalista viajou à Santa Catarina a convite da Intel
