Oscar Clarke: administrar subsidiária brasileira é gerir expectativas

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9:00 am - 18 de março de 2014

Oscar Clarke, que deixará o comando da HP Brasil na próxima sexta-feira (01/11), foi capa da última edição da revista CRN Brasil, de número 366, que circula em outubro. Em entrevista ao repórter Renato Galisteu para a seção Eu Acredito, o executivo, sempre polêmico, afirmou que gerir a subsidiária brasileira  era gerir expectativas, especialmente em um momento em que a economia brasileira estava em voga.

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Acompanhe, na sequência, o texto divulgado na publicação.

Uma figura icônica no mercado de tecnologia, seja por sua visão de negócios, seja pela forma divertida com que lida com pessoas. Oscar Clarke é dono de frases de efeito ? normalmente acompanhadas de muito bom humor. ?Inovação faz parte de tudo. Você está fadado à extinção se não inovar, a se transformar num dinossauro?, pondera o executivo, que soma três décadas de TI. Seu currículo estampa passagem por postos de liderança em organizações como IBM, Hitachi, EMC e Intel. Nos últimos 3 anos, está à frente da ?menina bonita do baile?, ou a operação brasileira da HP, sendo um dos responsáveis pelo reposicionamento estratégico da gigante.

Para uma empresa que nasceu na garagem, inovação é… a alma do negócio. A HP é o que é por causa da inovação. Talvez, em algumas gestões anteriores, isso tenha se perdido. O que a Meg [Whitman] está fazendo desde que assumiu como CEO, é trazer a inovação ao DNA e dia a dia da empresa.

Nuvem, mobilidade, big data e social… têm aspectos evolucionários e revolucionários, como tudo na vida. Amanhã voltaremos aqui e falaremos sobre uma nova palavra, carregada de sentidos que mal imaginamos que exista hoje. O estoque de revolução acabou? Jamais.

Do tempo que trabalho com TI, ainda me surpreendo com… o surgimento de coisas novas de forma constante e acelerada.

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Comandar a HP no Brasil significa… estar aberto a mudanças. Por isso temos dois ouvidos e uma boca. Temos que entender a dinâmica do mercado e adequar o rumo da companhia.

Manobrar esse gigante para um novo rumo… não é uma coisa fácil, mas acho que a melhor maneira de gerir uma empresa com esse porte e esse nível de maturidade é ter uma liderança colaborativa e participativa.

Contemplar as expectativas geradas em torno do Brasil é… complicado. Administrar aquela expectativa de ser o País das novas oportunidades ? o Brasil era a menina bonita do baile ? é difícil. A realidade brasileira não é o nirvana que todos falam.

A mudança de estratégias corporativas deve ser conduzida… de forma colaborativa, aberta a ouvir e moldar a forma como as decisões são tomadas para beneficiar a empresa e todas suas áreas e parcerias de forma completa.

Um mercado com novas dinâmicas exige que os fornecedores tradicionais… inovem e sejam os grandes direcionadores de mudanças.

A indústria pura de hardware caminha para… a comoditização.

O futuro do PCs está… na mobilidade. Os PCs não estão fadados a perecer. Os ultrabooks e os híbridos são inovadores. Os notebooks não estão fadados a sumir, pois além de consumir, ele criam conteúdo, algo que o tablet puramente não faz em plenas capacidades.

Competir no Brasil pede… criatividade. Essa é a exigência máxima para poder lidar com as adversidades e mostrar resultados.

Simplificação é complicado porque… exige mais do que apenas comunicar corretamente. Quanto mais complexa a companhia e seu negócio, mais complexo é simplificar. E, invariavelmente, a simplificação é algo que se torna necessário com o passar do tempo.

Uma boa parceria é aquela… onde todos ganham. Seja na remuneração ou no serviço.

Três anos à frente da HP Brasil me ensinaram… a ser ainda mais aberto a opiniões diversas. Pelo modelo de gestão complexo, ou se adota esse mantra em sua plenitude e acredita e exercita na íntegra, ou não é possível gerir uma empresa como esta. Aprendi a me tornar um apreciador pleno da adversidade. E se aprende de duas formas: pelo amor ou pela dor.

Reorganização e reestruturação na companhia visam… em última instância, obter caixa para que esse dinheiro possa ser reinvestido em inovação. Inovação pede investimento constante.

Oscar Clarke é…  um eterno aprendiz. Sou um dos caras mais flexíveis no que diz respeito a mudar a opinião quanto ao estado das coisas. Pego a opinião de todos, consolido e a partir dali eu redefino minhas crenças.

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