Os trabalhos mais quentes do futuro serão muito diferentes dos atuais

Mesmo que continue a haver demanda por profissões tradicionais, como médiocs, professores, advogados, engenherios, etc, elas exigirão o domínio de ferramentas e tecnologia digitais direcionadas a cada atividade

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7:03 pm - 26 de maio de 2017

Enquanto o
mundo luta pelos empregos do passado, a inovação está consumindo rapidamente os
trabalhos do presente, diz Brian Solis, analista do Altimeter Group. Todos os
dias, mais empregos estão se tornando automatizados ou deslocados por
tecnologias emergentes em nome do progresso. “E isso não vai parar”,
argumenta.

Por isso,
Solis defende que o maior retorno sobre o investimento (ROI) para qualquer
empresa que deseje continuar competitiva será ajudar os funcionários a aprender
novas habilidades e obter conhecimentos valiosos relacionados aos empregos do
futuro. Quais?

“A
indústria robótica irá criar uma variedade de novas categorias de
trabalho. Algumas serão altamente técnicas, como engenheiro robótica,
programador de sistemas robóticos, engenheiros de drone. Mas também haverá
posições que nunca existiram antes, que não exigirão um conhecimento de
engenharia tão profundo”, diz ele.

Entre essas
profissões estariam o que Solis chama de inspetores de qualidade sistemas
robóticos, treinadores de robôs, especialistas em comportamento de
Inteligências Artificiais, especialistas em narrativa e por aí vai.

Torsten Volk,
analista da Enterprise Management Associates, diz que a Inteligência Artificial
e suas subcategorias – basicamente Machine e Deep Learning –  serão
áreas-chave para o crescimento das profissões do futuro.

Entre os
exemplos de postos de trabalho de trabalho do futuro, na sua opinião, estão os
arquitetos de Inteligência Artificial, os treinadores de Machine Learning,
os  programadores, analistas, engenheiros e cientistas relacionados com a
Internet das Coisas (IoT) e a Analytics.

“A nova
geração de empregos exige uma nova compreensão de onde estão os limites das
tecnologias de Inteligência Artifical e de Analytics”, diz
Volk. “No futuro, os programadores, gerentes de produto, arquitetos e
até mesmo os papéis de negócios devem se familiarizar com o impacto da
automação e da tomada de decisão baseada em Machine Learning sobre as operações
de TI e o desenvolvimento de novos produtos”.

JP Gownder,
analista da Forrester, sustenta que os trabalhos relacionados com Informática e
Matemática crescerão nos Estados Unidos em 57% na próxima década. Cada vez
mais, esses trabalhos se concentrarão em torno de Machine Learning e das bases
de conhecimento (Big Data) serão necessárias para conduzir a Inteligência
Artificial.

“À medida
que nos movemos em direção a um mundo AI-First, especializações irão surgir a
partir das aplicações prática de aprendizado de máquina, cognição e geração de
linguagem natural. Embora algumas das funções relacionadas a essas disciplinas
já existam hoje, elas se tornarão muito mais mainstream e subsegmentadas no
futuro”, diz Gownder.

Solis acredita
que os futuros empregos incluirão muitas carreiras não-tradicionais, tais como
consultores de moeda digital, que ajudarão os investidores a construir riqueza
investindo, negociando e vendendo moedas digitais emergentes; profissionais de
segurança cibernética e pesquisadores digitais que ajudarão os indivíduos e
empresas a investigar ameaças, resolver crimes e recomendar protocolos de
segurança; e arquitetos de Realidade Virtual e Realidade Aumentada, que
projetarão ambientes e aconselharão os colegas sobre as tecnologias de suporte
necessárias.

De acordo com
o analista Geoff Woollacott da Technology Business Research, Inc. (TBRI), a
força de trabalho do futuro será dividida entre aqueles que executarão as
diretivas de Aprendizado de Máquina (doers) e aqueles que irão analisar e
avaliar os algoritmos e os resultados de negócios (pensadores).

“Quanto
mais as máquinas pensarem, menos pensamento será exigido dos seres humanos,”
explica Woollacott. “A Fintech, por exemplo, terá métricas
automáticas de dados pessoais para aprovação automática de empréstimos”,
explica.

Imagine
especialistas em financiamento de multidões ou banqueiros de cripto-moeda. Os
bancos físicos se transformarão em centros de apoio técnico onde os clientes
serão informados sobre como trabalhar online para conduzir suas transações
bancárias.

O
gerenciamento da infraestrutura de TI será menos sobre o diagnóstico de
interrupções e mais sobre o monitoramento de painéis de desempenho da rede e,
quando necessário, mudança das regras e diretrizes de desempenho dos
aplicativos para manter o resultado desejado do negócio.

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E os empregos tradicionais?
Mesmo que
continue a haver demanda por profissões tradicionais como médicos, enfermeiros,
advogados, banqueiros e professores, esses trabalhos exigirão um conhecimento
muito mais profundo das tecnologias existentes, porque cada faceta de suas
vidas profissionais, desde as comunicações até o transporte, a pesquisa e a
educação, será permeada com sistemas computacionais.

Todas as
ocupações exigirão que seus profissionais compreendam, gerenciem e mantenham
vários dispositivos, além de sistemas especializados que estarão  associados
com seus trabalhos, como sistemas de diagnóstico e de imagem, equipamentos de
varredura e monitoramento e aplicações de análise para pessoal médico, por
exemplo.

E, a maioria
de todos os trabalhos futuros exigirá dos indivíduos habilidades múltiplas em muitos
campos tecnológicos. Por exemplo, programadores, analistas e
desenvolvedores terão a proficiência para executar todas essas três
funções. Enquanto designers, arquitetos e vários engenheiros provavelmente
compartilharão o mesmo conjunto de habilidades.

À medida que
as empresas reduzirem o tamanho e apertarem os cintos, muitos, empregos
técnicos similares se fundirão. O s empregados poderão ser mais versáteis,
permitindo mais mobilidade entre ocupações múltiplas. Isso será
particularmente necessário em pequenas empresas e em áreas distantes dos
grandes centros urbanos.

Todos nós
podemos imaginar como essas novas tecnologias vão mudar a agricultura, a
infraestrutura, a manufatura, a construção, o transporte, a comunicação e o
entretenimento.

Por exemplo,
coletores de água atmosférica, sensores de ar e solo, sensores de culturas,
equipamentos telemáticos e biométricos para o gado já utilizam sensores
ópticos, drones, dispositivos mecânicos computadorizados, chips embutidos e
outras automações robóticas para gerenciar e manter as culturas.

A
infraestrutura futura também usará sensores, drones, microgrids, armazenamento
de energia em massa e tecnologias de “smart city”, como medidores
inteligentes, smart grids, smart streetlights, smart traffic lights e até mesmo
smart parking conectados através de redes IoT.

Edifícios
inteligentes e casas inteligentes abrangerão tecnologias eficientes para
controle de temperatura, iluminação, consumo de energia, sistemas de som,
entretenimento, mídia, segurança e comunicações. Podemos também ver novas
tecnologias holográficas como holo-phones e imagens 3D que flutuam acima de
laptops e/ou pairam sobre tablets.

As tecnologias
de impressão tridimensionais influenciarão fortemente os trabalhos de
fabricação e construção do futuro. Os produtos impressos de forma
tridimensional e os novos materiais fornecerão trabalhos para designers,
arquitetos, projetistas 3D, arquitetos em nuvem, administradores de tecnologia
móvel, engenheiros, programadores, analistas, arquitetos de Realidade Aumentada,
trabalhadores de campo assistidos por robô e outras funções robóticas.

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Como os indivíduos serão treinam
para esses trabalhos?

O analista da
EMA, Torsten Volk, sugere que os indivíduos que procuram carreiras nessas
“futuras” profissões devam aprender a abolir as fronteiras usuais de
hoje e a ignorar as regras convencionais.

Além disso, os
candidatos a emprego no futuro devem aprender a lidar com as tecnologias
cognitivas e ofertas chave de IA, como o Watson, o Amazon ML, a API do Google
Vision e outros sistemas já disponíveis para aprender na prática os trabalhos
de amanhã.

Novatos devem
experimentar e brincar com brinquedos robóticos como Cozmo, Dash & Dot,
Chimp, Ziro, Leka, etc. para aprender a codificar e aprimorar as habilidades
STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

E as
corporações devem transformar agressivamente o treinamento dos funcionários e
sua educação formal. “Ou, nós não estaremos produzindo as habilidades
de trabalho que nossas empresas e negócios exigirão na futura economia”,
diz Woollacott.

Afinal, estar
pronto para o futuro mercado de trabalho terá cada vez menos relação com o que
o profissional sabe e muito mais com o que é capaz de fazer com seu
conhecimento.

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